CEO da TAP defende direito a sonhar com liderar tráfego entre a Europa e a América do Norte

20-06-2018 (17h57)

Foto: TAP
Foto: TAP

Embora tenha pela frente concorrentes como a British Airways, que ainda em 4 de Maio começou a voar de Londres-Heathrow para Nashville, sua 26ª cidade nos Estados Unidos, o CEO da TAP reivindicou hoje no Porto o direito a da companhia a “sonhar grande em relação a ser a principal companhia aérea que liga a Europa à América do Norte”.

“Os EUA são um dos maiores mercados do mundo, onde nós temos uma vantagem de custo enorme, um accionista que conhece o mercado como ninguém e parceiros fenomenais”, argumentou Antonoaldo Neves para concluir que “então a TAP não tem porque não sonhar grande em relação a ser a principal companhia aérea que liga a Europa à América do Norte”.

O executivo falava durante uma sessão de balanço da operação da companhia aérea no Porto, durante a qual comentou ainda que “se fala muito da China e da Ásia, mas isso é para daqui a dez anos”, e que a companhia portuguesa “ainda tem muito que conquistar na América do Norte”, onde “ainda está a começar”.

“Queremos que os EUA um dia cheguem a 15/20% da TAP. Temos um plano de longo prazo para isso e vamos conseguir chegar lá, justamente pela vantagem de custo [a “localização estratégica” de Portugal permite poupanças consideráveis, nomeadamente em combustível] e pelo conhecimento que temos desse mercado”, referiu.

A declaração de Antonoaldo Neves citada pela Lusa não deixa perceber se se estava a referir a 15/20% da operação da TAP em capacidade medida em ASK (do inglês para lugares x quilómetros voados) e tráfego medido em RPK (passageiros x quilómetros voados), como é mais comum entre as companhias de rede, à excepção entre outras da TAP, ou em número de passageiros e lugares disponíveis.

Os dados do IAG, que junta a British Airways, considerada a líder europeia em ligações transatlânticas, a Iberia, a Aer Lingus e a Vueling, mostram que as rotas da América do Norte representaram, em 2017, quase 30% (29,6%) da sua capacidade total em ASK e também do seu tráfego em passageiros (29,5%), enquanto em número de passageiros, com 10,93 milhões, representaram apenas 8%.

Antonoaldo Neves, na mesma sessão, destacou que os EUA, onde alegadamente o accionista David Neeleman está a preparar a criação de uma nova companhia (para ler mais clique: David Neeleman prepara criação de nova companhia de aviação nos EUA, Airline Weekly), “já cresceram muito desde o processo de privatização” da TAP, passando de um mercado que representava 4% da operação a terceiro maior actualmente, e respondem hoje por “aproximadamente 10%” das vendas.

“Triplicamos o tamanho dos EUA dentro das nossas vendas, e em cima de uma base muito maior, porque a TAP hoje é muito maior do que em 2014”, salientou, para logo acrescentar que, ainda assim, a operação naquele mercado é “muito pequena” e vai absorver um forte investimento da companhia “ao longo dos próximos cinco anos”, acentuou o executivo.

“Nós somos dominantes no Brasil, mas na América do Norte não, ainda temos uma operação muito pequena e precisamos de ser relevantes”, sustentou Antonoalo Neves.

O balanço de 2017 da companhia indicava que a América do Norte foi uma região que se destacou pelo maior crescimento no tráfego, com um aumento em cerca de 47% face a 2016.

O documento dizia ainda que a América do Norte representou “cerca de 11% da oferta agregada da TAP” e assinalava o recomeço das “operações para Toronto, um destino com uma comunidade portuguesa importante, e para onde a TAP havia interrompido operação em meados da década de 90, anteriormente à implementação, na Companhia, da actual estratégia de Hub & Spoke”.

Ainda segundo o Relatório e Contas publicado pela TAP, para este ano estava previsto serem “exploradas novas oportunidades no Brasil, sem comprometer, contudo, a posição da Companhia no mercado norte-americano”, relativamente ao qual dizia apenas que “nos Estados Unidos, a TAP utilizará os actuais acordos de code-share com companhias aéreas parceiras para aprofundar a penetração nos destinos offline e fortalecer a posição da Companhia na América do Norte”.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Continua:

CEO da TAP garante aposta no Porto e ironiza: “a concorrência que se cuide”

Antonoaldo Neves reconhece pontualidade como “problema gravíssimo” da TAP

 

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