Brasileiros e norte-americanos fizeram até Setembro mais dormidas na hotelaria portuguesa que em todo o ano de 2016

15-11-2017 (16h34)

Entrada do Hotel Convento do Espinheiro (Foto: Convento do Espinheiro)
Entrada do Hotel Convento do Espinheiro (Foto: Convento do Espinheiro)

Brasil é o mercado que mais faz subir as dormidas no alojamento turístico português

As dormidas de turistas brasileiros e norte-americanos na hotelaria portuguesa atingiram no fim de Setembro novos recordes anuais, superando em 35,3 mil e em 23,5 mil os seus totais do ano de 2016, que em ambos os casos tinham sido o melhor de sempre.

Os dados publicados ontem pelo INE indicam que os brasileiros ultrapassaram em Setembro o milhão e meio de dormidas, com 1,52 milhões, quando no ano de 2016 tinham feito 1,485 milhões.

Os norte-americanos, por sua vez, somaram 1,196 milhões de dormidas no alojamento turístico português de Janeiro a Setembro deste ano, quando em todo o ano de 2016 tinha feito 1,173 milhões.

Cálculos do PressTUR a partir dos dados do INE mostraram que o Brasil é mesmo o mercado emissor que mais contribui para o crescimento das dormidas no alojamento turístico português, proporcionando cerca de uma em cada seis dormidas que o alojamento turístico teve a mais nos primeiros nove meses deste ano.

O Instituto informou que o alojamento turístico português teve 1,52 milhões de dormidas de turistas residentes no Brasil entre Janeiro e Setembro deste ano, com um aumento em 45% ou quase 472 mil relativamente aos primeiros nove meses do ano passado.

Desta forma, tendo em conta que a hotelaria portuguesa somou 46,26 milhões de dormidas nos primeiros nove meses deste ano, com um aumento em 7,2% ou 3,1 milhões, então os turistas residentes no Brasil fizeram 15,2% desse aumento e tiveram um incremento mesmo maior que o do mercado doméstico, que somou mais 421 mil pernoitas (+3,4%, para 12,83 milhões).

E se se considerar que de turistas estrangeiros o alojamento turístico português teve 33,34 milhões de dormidas, com um aumento em 8,7% ou 2,686 milhões, a contribuição do Brasil para esse crescimento sobe para 17,6%.

Depois do Brasil, a Alemanha, segundo maior emissor para a hotelaria portuguesa, é o mercado de onde a hotelaria portuguesa teve o segundo maior aumento de dormidas nos primeiros nove meses deste ano, com mais 312,7 mil (+7,7%, para 4,38 milhões), seguida por outro mercado de longo curso, os Estados Unidos, com mais 286,2 mil pernoitas (+31,4%, para 1,196 milhões).

Só depois vem o Reino Unido, maior emissor para a hotelaria portuguesa, com mais 209,7 mil dormidas (+2,8%, para 7,68 milhões), a que se seguem a Polónia, com mais 161,5 mil (+25,7%, para 789,4 mil), a Itália, com mais 126,5 mil (+13,5%, para 1,06 milhões), e Irlanda, com mais 117,4 mil (+10%, para 1,29 milhões).

O maior contributo para o crescimento das dormidas de Janeiro a Setembro vem, porém, do conjunto dos "outros" emissores, ou seja, o resto do mundo fora os Top13 internacionais e Portugal, com um aumento de 910,4 mil (+21,6%, para 5,119 milhões), o que significa que fizeram quase 30% (29,3%) do aumento global do período.

 

Para ler mais clique:

EUA e Brasil crescem mais na hotelaria portuguesa que o próprio mercado doméstico

Brasil e Estados Unidos são os emissores que mais contribuem para o crescimento da hotelaria portuguesa

Receitas da hotelaria mantém crescimento médio de 16% no final de Setembro

 

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