TACV Cabo Verde Airlines prevê receber hoje mais um avião

16-07-2018 (11h19)

Foto: TACV
Foto: TACV

A companhia aérea TACV Cabo Verde Airlines, que no Sábado recebeu o seu primeiro avião Boeing 757, tem previsto receber hoje, segunda-feira, mais uma aeronave e assim “retomar a estabilidade operacional”.

O avião B757 que aterrou na madrugada de Sábado no aeroporto Nelson Mandela, na cidade da Praia, é dos primeiros aviões adquirido em regime de lease operacional de longo termo, segundo informou a empresa num comunicado.

Os contratos de lease operacional dão ao locador a opção de compra do aparelho no final do contrato.

Segundo a Cabo Verde Airlines, o avião entrará em operação imediatamente após as últimas verificações obrigatórias para a operação comercial.

“A companhia está a trabalhar para brevemente retomar a estabilidade operacional, adquirindo mais um avião em ‘wet lease’ (aluguer de avião com tripulação) previsto para operar a partir desta segunda-feira”, afirma a empresa.

A Cabo Verde Airlines, companhia pública de aviação cabo-verdiana, estava sem aviões desde o início de Julho, na sequência do fim do contrato de gestão com a Icelandair, o que levou ao cancelamento de mais de 50 voos e afectou mais de 7.500 passageiros (clique para ler: TACV cancela 52 voos numa semana afectando mais de 7.500 passageiros).

"A protecção aos passageiros lesados em todos os países pelos cancelamentos irá continuar, estando a companhia a acarretar com todos os custos adicionais que incluem deslocação e transporte, bem como o alojamento, refeições e a viagem, segundo as regras internacionais", explicou a empresa.

A Cabo Verde Airlines está em processo de reestruturação, tendo o Governo assinado com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão, de forma a preparar a empresa para a privatização.

O contrato de gestão terminou e o Governo cabo-verdiano estima poder avançar brevemente com a privatização da empresa através da venda direta de 51% a um parceiro estratégico.

A Icelandair tem sido apontada como esse parceiro estratégico, mas a empresa ainda não divulgou se vai avançar para o negócio.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a companhia, que mudou a sua base operacional da capital cabo-verdiana para a ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais, depois de ter sido cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

O processo de privatização da TACV prevê a venda total da empresa, reservando 51% do capital para um parceiro estratégico, 39% das ações para investidores institucionais e 10% para emigrantes e trabalhadores.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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