TAAG vai contar com mais aviões a partir do próximo ano

29-09-2018 (15h38)

Foto: TAAG
Foto: TAAG

A companhia aérea angolana TAAG, líder nas ligações entre Angola e Portugal, como voos para Lisboa e para o Porto, vai adquirir, em 2019, 11 novos aviões de médio curso e um número ainda não informado de Boeing 787 Dreamliner, de longo curso, no quadro do seu programa de modernização da transportadora.

Segundo Rui Carreira, presidente da Comissão Executiva da companhia aérea angolana, que a 20 deste mês, por decreto presidencial, passou a sociedade anónima, o processo de modernização passa pela “substituição da frota”, pelo que as novas aquisições, sobretudo para o médio curso, visam a conquista do mercado africano.

Apesar de não haver ainda rotas definidas, as avaliações do mercado começarão em breve, uma vez que há “bons indicadores”, sublinhou Rui Carreira, que não adiantou o valor financeiro em causa.

“Mas não queremos fazer com muita antecedência, porque o mercado é bastante volátil; cresce e retrai-se, pelo que, na devida altura, anunciaremos os novos destinos”, indicou, em declarações à agência noticiosa angolana Angop.

Em relação à frota de longo curso, lembrou que, na recente visita aos Estados Unidos, o Presidente angolano, João Lourenço, lançou os dados sobre aquilo que será a renovação da frota da TAAG.

Quarta-feira, em Nova Iorque, João Lourenço anunciou que as autoridades de Luanda estão a negociar um novo pacote para a aquisição de novos aviões da Boeing destinados à TAAG, sem adiantar o número de aparelhos, indicando apenas tratar-se de aviões destinados a operações de médio e longo cursos.

A decisão tem como pano de fundo a conclusão das obras de construção do novo aeroporto de Luanda, assim como a transformação da TAAG em sociedade anónima, decisão decretada por João Lourenço a 20 deste mês.

A actual frota da TAAG é composta por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares, e que foram recebidos entre 2014 e 2016.

A companhia conta também com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados nas ligações domésticas e regionais.

Hoje, Rui Carreira indicou que a TAAG está a preparar-se para acolher as grandes iniciativas que dizem respeito ao lançamento do turismo em Angola.

Sobre o posicionamento da TAAG no mercado, o antigo director do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) disse que esta é uma empresa viável, que sempre cumpriu a sua missão, voando actualmente para mais de 30 destinos.

Reconheceu, no entanto, que a TAAG ainda é uma empresa deficitária, que enfrenta problemas relacionados, essencialmente, com questões operacionais e de preço dos combustíveis, com custos muito elevados.

A TAAG tem receitas entre 700 milhões e 800 milhões de dólares por ano (entre 598,3 milhões e 683,8 milhões de euros).

 

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