TAAG precisa de capitalização do Estado de mais de 800 milhões de euros

09-05-2018 (12h25)

Foto: TAAG
Foto: TAAG

A companhia aérea angolana TAAG, totalmente pública, necessita de uma capitalização estatal de 952 milhões de dólares (805 milhões de euros) para fazer face às perdas acumuladas nos últimos anos, anunciou a administração da empresa.

A informação foi avançada na terça-feira, em Luanda, pelo presidente do conselho de administração da TAAG, José Kuvíndua, ao apresentar o plano estratégico da companhia de bandeira para o período 2018/2022 durante um seminário promovido pelo Ministério dos Transportes.

A preocupação da administração da TAAG agrava-se com a necessidade de pagamento de empréstimos contraídos para a aquisição, desde 2015, de três novas aeronaves, bem como revisões planeadas de motores e de manutenção.

Por esse motivo, José Kuvíndua sublinhou a importância da recepção atempada do subsídio de combustível atribuída pelo Estado, bem como uma nova injecção de capital de pelo menos 150 milhões de dólares (127 milhões de euros) no imediato, para eliminar ou reduzir o défice oriundo de perdas anteriores.

No primeiro semestre de 2017 a TAAG registou um prejuízo líquido de 12 milhões de dólares (10,1 milhões de euros), mais do dobro do saldo negativo de todo o ano de 2016, mas devido a dívidas de 2010.

A companhia estatal referiu anteriormente que os resultados financeiros não auditados dos primeiros seis meses de 2017 registaram, ainda assim, "algumas melhorias", apesar do prejuízo do semestre comparar com os cinco milhões de dólares (4,2 milhões de euros) de todo o ano anterior.

"Este nível de desempenho é muito melhor se tivermos que comparar com prejuízos históricos superiores a 150 milhões de dólares [126,6 milhões de euros] em alguns anos", refere a companhia, que até 10 de Julho de 2017 foi gerida (desde finais de 2015, por contrato de concessão) pela Emirates, com Peter Hill como presidente do conselho de administração.

A companhia explicou o agravamento nas contas com a realização de uma provisão total de 21 milhões de euros nos primeiros seis meses, relativa a "passivos fiscais não pagos em escalas, no exterior, referente ao ano de 2010".

"Se não fosse a redução no subsídio de combustível e a provisão para o passivo fiscal, a companhia teria sido lucrativa. O prejuízo é ainda agravado pelo facto de a TAAG ter de abastecer as suas aeronaves com o máximo combustível permitido em Luanda, onde ele é mais caro, na impossibilidade de o poder fazer nas escalas do exterior, onde o combustível é mais barato, devido à escassez de divisas", reconheceu a companhia.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Clique para ver mais: Aviação

Clique para ver mais: TAAG

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Solférias, Soltrópico e Abreu contratam charters à TAP para pacotes de Carnaval e Páscoa em Cabo Verde

10-09-2018 (17h25)

A Solférias, a Soltrópico e a Viagens Abreu contrataram à TAP voos charter para as ilhas cabo-verdianas do Sal e da Boavista no Carnaval e na Páscoa, disse ao PressTUR fonte de uma das empresas.

Depressão tropical obrigou a cancelar 20 voos domésticos em Cabo Verde

03-09-2018 (11h11)

A passagem de uma depressão tropical por Cabo Verde levou ao cancelamento de 20 voos domésticos, na sexta-feira e Sábado, além da suspensão da maioria das ligações marítimas entre ilhas, estando a situação a ser normalizada.

Ethiopian Airlines prepara começar voos domésticos em Moçambique a partir de Outubro

31-08-2018 (11h43)

A Ethiopian Airlines, que se apresenta como a maior companhia de aviação africana, vai iniciar voos domésticos em Moçambique a partir de 1 de Outubro, segundo informou o presidente da empresa Aeroportos de Moçambique, Emanuel Chaves.

TUIfly Nordic programa voar para Cabo Verde de Copenhaga, Helsínquia e Estocolmo este Inverno

29-08-2018 (15h43)

A TUIfly Nordic, companhia de aviação do maior grupo mundial de operadores turísticos e agências de viagens baseada no Norte da Europa, indicou aos sistemas globais de reservas que este Inverno tem programado voar de Copenhaga, Helsínquia e Estocolmo para as ilhas cabo-verdianas da Boavista e do Sal.

Aeroporto de Maputo espera atrair mais tráfego internacional com nova certificação

28-08-2018 (10h46)

O Aeroporto Internacional de Maputo, capital moçambicana, recebeu um novo certificado que eleva a sua capacidade de resposta para voos comerciais, esperando com isso atrair mais tráfego internacional.