Sal e Boavista concentraram mais de 80% das dormidas de portugueses em Cabo Verde em 2017

06-03-2018 (17h11)

As ilhas cabo-verdianas mais turísticas, Sal e Boavista, concentraram no ano passado 81,3% das dormidas de turistas residentes em Portugal, com um total de 290 mil, que significou um aumento médio em 14,2%, mais dois pontos percentuais que o crescimento médio do mercado português.

Uma análise do PressTUR aos dados publicado pelo INE de Cabo Verde mostou que o Sal manteve-se a ilha a receber maior número de turistas residentes em Portugal, com 25.886, representando 38,1% do total, seguida por Santiago, com 29,9% do total (20.279), Boavista, com 24,1% (16.382), São Vicente, com 6,1% (4.140) e o conjunto das restantes ilhas, com 1,8% (1.195).

Em relação a 2016, a Boavista foi a ilha que mais reforçou a sua quota, com uma subida de 2,4 pontos, seguindo-se Sal e São Vicente, cada uma com mais 0,7 pontos, todas ‘à custa’ de Santiago, que perdeu quatro pontos.

Os dados do INE cabo-verdiano consultados pelo PressTUR permitiram concluir que apesar de 2017 ter sido um ano de crescimento do turismo português para Cabo Verde, na hotelaria da ilha de Santiago ocorreu uma queda do número de hóspedes residentes em Portugal, em 7,7% ou 1,7 mil.

A Boavista esteve no pólo oposto, com o maior aumento do ano, em 2,3 mil (+16,3%), seguindo-se o Sal, com mais 1,6 mil (+6,6%), São Vicente, com mais cerca de 650 (+18,7%) e o conjunto das restantes ilhas, com mais 111 (+10,2%).

O panorama em dormidas foi significativamente diferente, já que depois do Sal, que concentrou 49,4% das dormidas de turistas residentes em Portugal, situou-se a Boavista, com 31,9%, num total de 113,7 mil, e só depois Santiago, com 11,7% (41,8 mil), São Vicente, com 5,2% (18,4 mil), e conjunto das restantes ilhas, com 1,9% (6,7 mil).

Relativamente a 2016, a Boavista foi a ilha que mais aumentou a sua quota, com mais 0,8 pontos, seguindo-se o Sal, com +0,7 pontos, São Vicente, com +0,4 pontos, e conjunto das restantes ilhas, com +0,3 pontos, enquanto Santiago perdeu 2,2 pontos.

A hotelaria de Santiago foi, de facto, a única a ter uma queda das dormidas de turistas residentes em Portugal, em 5,5% ou 2,4 mil, pela queda do número de hóspedes, que um aumento da estada média em 2,4% não chegou para anular.

Já na Boavista a evolução foi quase oposta, pois teve um aumento forte das dormidas de turistas residentes em Portugal, com +15% ou mais 14,8 mil, mas pelo aumento do número de hóspedes, porque a estada média até decresceu em 1,2%, para 6,94 noites.

O maior aumento de dormidas do ano de 2017 foi no entanto no Sal, com mais 21,36 mil (+13,8%), tanto por aumento do número de hóspedes quanto da subida da estada média em 6,7%, para 6,81 noites.

Na ilha de São Vicente, a estada média dos portugueses subiu 3%, para 4,44 noites, o que associado ao aumento do número de hóspedes proporcionou um dos aumentos mais fortes de dormidas do ano de 2017, em 22,3% (mais 3,3 mil, para 18,4 mil).

No conjunto das restantes ilhas, as dormidas de portugueses subiram em 33,6%, no que foi a maior variação percentual, mas que em valor absoluto ficou numa subida de 1,7 mil, para 6,7 mil.

 

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