Ethiopian Airlines está próxima de fazer voos domésticos em Moçambique

01-06-2018 (13h32)

Foto: Boeing
Foto: Boeing

A Ethiopian Airlines estás em vias de se tornar na segunda companhia de capitais estrangeiros a realizar voos domésticos regulares de passageiros em Moçambique.

"A companhia já submeteu todos os documentos necessários e acreditamos que em dois meses estará a voar no país", explicou à Lusa João de Abreu, presidente do conselho de administração do Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM).

Neste momento, a Ethiopian Airlines está na terceira das cinco fases necessárias para a obtenção de certificado de operador em Moçambique, para voar entre as capitais provinciais e Maputo num país com dois mil quilómetros de extensão.

"A terceira fase consiste na avaliação completa de todos os manuais e documentos que são exigidos. É a fase mais importante, mas tratando-se de uma companhia de grande vulto e com experiência, o processo será muito mais rápido".

As duas fases subsequentes consistem na demonstração da capacidade de cumprir com os procedimentos de segurança num voo experimental e na entrega formal do certificado aéreo, autorizando a empresa a voar em Moçambique.

Além da Ethiopian Airlines, a empresa pública CFM - Transportes e Trabalhos Aéreos (pertencente aos Caminhos de Ferro de Moçambique) está também no processo para obtenção do certificado, estando agora na segunda fase, que consiste na submissão dos manuais de operação e qualidade, bem como na entrega do programa de manutenção.

"Eles ainda estão na fase interna de aquisição de equipamentos. Não basta querer voar, são necessárias condições", acrescentou.

A Ethiopian Airlines vai juntar-se à Fastjet, que em novembro de 2017 se tornou na primeira companhia de capitais estrangeiros a fazer voos domésticos regulares de passageiros em Moçambique.

Até à altura, só a empresa de aviação estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) realizava voos entre as capitais provinciais, mas problemas de gestão e falta de aviões têm provocado atrasos e remarcação de voos ao longo dos últimos anos.

A Ethiopian Airlines é uma das maiores companhias aéreas africanas, sediada na Etiópia, membro da rede Star Alliance desde 2011 e com uma frota de 88 aviões que servem 116 aeroportos em todo o mundo, de acordo com o portal da empresa na Internet.

(PressTUR com Agência Lusa)

Clique para ver mais: África

Clique para ver mais: Aviação

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Solférias, Soltrópico e Abreu contratam charters à TAP para pacotes de Carnaval e Páscoa em Cabo Verde

10-09-2018 (17h25)

A Solférias, a Soltrópico e a Viagens Abreu contrataram à TAP voos charter para as ilhas cabo-verdianas do Sal e da Boavista no Carnaval e na Páscoa, disse ao PressTUR fonte de uma das empresas.

Depressão tropical obrigou a cancelar 20 voos domésticos em Cabo Verde

03-09-2018 (11h11)

A passagem de uma depressão tropical por Cabo Verde levou ao cancelamento de 20 voos domésticos, na sexta-feira e Sábado, além da suspensão da maioria das ligações marítimas entre ilhas, estando a situação a ser normalizada.

Ethiopian Airlines prepara começar voos domésticos em Moçambique a partir de Outubro

31-08-2018 (11h43)

A Ethiopian Airlines, que se apresenta como a maior companhia de aviação africana, vai iniciar voos domésticos em Moçambique a partir de 1 de Outubro, segundo informou o presidente da empresa Aeroportos de Moçambique, Emanuel Chaves.

TUIfly Nordic programa voar para Cabo Verde de Copenhaga, Helsínquia e Estocolmo este Inverno

29-08-2018 (15h43)

A TUIfly Nordic, companhia de aviação do maior grupo mundial de operadores turísticos e agências de viagens baseada no Norte da Europa, indicou aos sistemas globais de reservas que este Inverno tem programado voar de Copenhaga, Helsínquia e Estocolmo para as ilhas cabo-verdianas da Boavista e do Sal.

Aeroporto de Maputo espera atrair mais tráfego internacional com nova certificação

28-08-2018 (10h46)

O Aeroporto Internacional de Maputo, capital moçambicana, recebeu um novo certificado que eleva a sua capacidade de resposta para voos comerciais, esperando com isso atrair mais tráfego internacional.