TAP teve mais 7,7% de passageiros nos voos do Porto para Londres

23-05-2005 (12h10)

Carlos Paneiro (TAP) ao presstur.com (2)

A TAP registou nos meses de Fevereiro a Abril deste ano um aumento em 7,7% do número de passageiros gerados no mercado português para os voos Porto-Londres, apesar da entrada da Ryanair em força nesta rota — indicou Carlos Paneiro, para quem, sendo certo que as low cost têm tido maior impacto nos seus mercados de origem, a tendência é para aumentarem também a sua penetração no mercado português.

Como tem sido a experiência da chegada das low cost ao mercado português?
A primeira que apareceu com algum peso foi a Virgin na linha Lisboa - Bruxelas e teve logo um grande impacto ao nível das tarifas, porque a TAP teve que reagir para se manter competitiva. E a verdade é que em 2004, no BSP tivemos mais 8% de bilhetes vendidos que em 2003, mas obviamente com uma tarifa média muito inferior.

Quanto?
Em média baixou cerca de 20%. E essa é a realidade do impacto das low cost.

E agora, com a Ryanair no Porto?
Devo dizer que não tenho menos passageiros no Porto - Londres que no ano passado à partida do mercado português. Em número de passageiros transportados à partida do mercado português de Fevereiro a Abril, os três meses em que a Ryanair esteve em pleno, nós crescemos 7,7% no Porto - Londres.

O impacto é exclusivamente ao nível dos preços?
Quando analisamos os números do Aeroporto do Porto, vemos que a Ryanair transportou uma quantidade enorme de passageiros mas o Porto - Londres mais do que duplicou. E por isso a GB cresce 14,7% e a TAP também não baixou. O que isto significa é que, pelo menos nestes três meses, a low cost teve dois efeitos: criou mercado, essencialmente à partida do Reino Unido, e levou à queda das tarifas.
Isto é o impacto inicial. Vai manter-se? Sabemos que existem efeitos diferentes. Nem em todas as rotas na Europa as companhias low costs produziram mais passageiros. Existe um estudo sobre Espanha que demonstra que as low cost cresceram consideravelmente, mas o número de passageiros total não cresceu. Podemos ver a realidade do Algarve, onde as companhias low cost cada vez transportam mais passageiros, mas o Aeroporto não cresce, o que significa que estão a transportar passageiros que eram transportados por outras, nomeadamente charters.

O impacto para a TAP, portanto, é sobretudo ao nível das tarifas?
As low cost têm tido maior impacto no seu mercado de origem. Mas não podemos pensar que não vão ter efeitos no mercado português. Vão ter, porque à medida que consolidarem a sua presença na rota tenderão a aumentar a sua penetração no mercado português. E pela própria mudança da realidade do negócio, com o consumidor cada vez mais atento à questão do preço. E sabemos que as low cost são extremamente agressivas na comunicação ao cliente final.
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