Queda da estada média limita crescimento das dormidas de estrangeiros na hotelaria espanhola a 0,6%

23-07-2019 (15h40)

A hotelaria espanhola terminou o primeiro semestre com um aumento de turistas residentes no estrangeiro em 4%, mas que em dormidas ficou-se por 0,6% por uma queda significativa da estada média, que baixou 3,3%, de quatro para 3,8 noites.

Dados publicados pelo INE espanhol indicam que a hotelaria do país acolheu no primeiro semestre 25,49 milhões de turistas residentes no estrangeiro, o que significa um aumento em 4% ou 981,6 mil em relação ao período homólogo de 2018.

O número de dormidas, pela queda da estada média, porém, aumentou apenas 0,6%, significando ainda assim mais 567,3 que há um ano, atingindo um total de 97,73 milhões.

Por mercados, o que mais influenciou em baixa a evolução no semestre foi a Alemanha, com uma queda do número de dormidas em 7,4% ou 1,52 milhões, para 18,97 milhões, pela queda da estada média em 5%, para 5,6 noites, e um decréscimo do número de turistas em 2,6% ou cerca de 89 mil, para 3,39 milhões.

Seguiu-se a quebra das dormidas de turistas residentes na Suécia, que baixaram 14,8% ou quase 459 mil, para 2,648 milhões, pela queda da estada média em 6,2%, para cinco noites, e quebra do número de hóspedes em 9,1% ou 53,4 mil, para 533,9 mil, e, depois, o decréscimo dos Países Baixos, com uma quebra de cerca de 264 mil dormidas (-6,4%, para 3,83 milhões), igualmente por queda da estada média, em 2,3%, para 4,1 noites, e quebra do número de turistas em 4,2% ou 40,7 mil, para 924 mil.

Outras quebras de dormidas expressivas foram de turistas residentes na Noruega, com menos 84,4 mil (-5,1%, para 1,58 milhões), na Suíça, com menos quase 71 mil (-4,2%, para 1,62 milhões, na Dinamarca, com menos 69,4 mil (-4,4%, para 1,5 milhões), em França, com menos 59 mil (-0,8%, para 7,49 milhões), na Bélgica, com menos 46,6 mil (-1,7%, para 2,7 milhões), na Finlândia, com menos 37,8 mil (-3,5%, para 1,05 milhões).

A compensar estas quedas e a proporcionar o aumento, ainda que ‘magro, das dormidas de turistas residentes no estrangeiro, estiveram principalmente os residentes em países ‘da outra margem do Atlântico’, com mais 441,6 mil pernoitas de residentes nos Estados Unidos (+14%, para 3,59 milhões) e mais 445,4 mil pernoitas de residentes em outros países do continente americano (+11,9%, para 4,198 milhões).

Os outros aumentos mais expressivos foram de turistas residentes em Itália, com mais 342,3 mil dormidas (+9%, para 4,139 milhões), Irlanda, com mais 194,9 mil (+9,8%, para 2,189 milhões), Portugal, com mais 185,7 mil (+12,4%, para 1,688 milhões), Rússia, com mais 106,8 mil (+6,2%, para 1,817 milhões), Japão, com mais 138,1 mil (+28,1%, para 629,5 mil), bem como os conjuntos “Resto do Mundo”, com mais 448,8 mil (+10,1%, para 4,9 milhões), “Resto da UE”, com mais 264,4 mil (+15,7%, para 1,949 milhões), e “Outros países da Europa”, com mais 194,5 mil (+11,6%, para 1,87 milhões).

O Reino Unido, primeiro emissor para a hotelaria espanhola, teve um ‘magro’ crescimento das dormidas em 0,3% (mais 70,2 mil), somando um total de 24,57 milhões, com aumento do número de turistas em 1,9% ou 90,1 mil, para 4,74 milhões, mas redução da estada média em 1,6%, para 5,2 noites.

Incluindo o mercado doméstico, dos residentes em Espanha, a hotelaria espanhola terminou o primeiro semestre com 149,6 milhões de dormidas de 49,8 milhões de turistas, traduzindo aumentos de dormidas em 1,7% ou 2,46 milhões e de hóspedes em 4,1% ou 1,94 milhões.

O mercado doméstico representou 24,32 milhões de hóspedes e 51,87 milhões de dormidas, com aumentos relativamente ao primeiro semestre de 2018 em 4,1% ou 964 mil e em 3,8% ou 1,89 milhões, respectivamente.

 

Para ler mais clique:

Turistas portugueses na hotelaria espanhola dispararam 27,7% em Junho

 

 

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