Turismo português na hotelaria de Cabo Verde baixa 15% sem efeito Páscoa no 1º trimestre

22-05-2017 (12h43)

A hotelaria de Cabo Verde teve -15% de dormidas de turistas portugueses no primeiro trimestre deste ano face ao período homólogo de 2016, o qual beneficiou de incluir o ‘pico’ de viagens das férias da Páscoa em Março, enquanto este ano foi apenas em meados de Abril.

Cálculos do PressTUR com base em dados do INE de Cabo Verde mostram que, assim, o alojamento turístico de Cabo Verde teve nos primeiros três meses deste ano um decréscimo do número de hóspedes residentes em Portugal em 9,8%, a que acresceu um decréscimo também da estada média em 5,7%.

Segundo o INE de Cabo Verde, o alojamento turístico do país alojou no primeiro trimestre deste ano 11.141 turistas residentes em Portugal, que permaneceram em média nas unidades hoteleiras 4,31 noites, tendo realizado assim um total de 48.050 pernoitas.

Relativamente ao primeiro trimestre de 2016, que incluiu o sempre forte período de viagens da Páscoa, este ano estiveram no alojamento turístico de Cabo Verde menos 1,2 mil turistas portugueses, que fizeram menos 8,48 mil dormidas.

Cálculos do PressTUR indicam que a ilha que mais se ressentiu dessa quebra de turistas portugueses foi o Sal, com menos 6,4 mil dormidas que no primeiro trimestre de 2016 (-22,9%), seguida por Santiago, com menos 1,1 mil (-11,1%), enquanto a Boavista teve menos cerca de 470 (-3,8%) e o conjunto das restantes ilhas teve menos cerca de 630 (-44,1%).

A excepção foi São Vicente, que a despeito do efeito ‘falta da Páscoa’ teve um aumento de cerca de 190 dormidas de turistas portugueses (-4,5%).

O Sal manteve-se, apesar de um decréscimo de 4,6 pontos, a ilha líder entre os turistas portugueses, com 45% das dormidas realizadas no alojamento turístico de Cabo Verde, à frente da Boavista, com 24,7% (+2,9 pontos que há um ano), Santiago, com 19,3% (+0,8 pontos) e São Vicente, com 9,3% (+1,7 pontos), enquanto conjunto das restantes ilhas teve 1,7% (-0,9 pontos).

Estes dados reflectem a afluência de turistas bem como as suas estadas médias.

A ilha em que os portugueses tiveram estadas mais prolongadas no primeiro trimestre foi o Sal, com 6,16 noites, seguindo-se a Boavista, com 5,74m São Vicente, com 4,66, Santiago com 2,13, enquanto para o conjunto das restantes ilhas os dados do INE apontam para uma média de 3,13 noites.

Relativamente ao primeiro trimestre de 2016, apenas em Santiago houve aumento da estada média, em 6,7%.

A menor queda do período foi no Sal, em 7%, seguindo-se São Vicente com -7,5%, Boavista com -18,6%, e conjunto das restantes ilhas com -33,1%.

Já em número de turistas portugueses alojados, a Boavista teve o maior aumento do primeiro trimestre, em 18,1% ou cerca de 320, para 2.072, seguida por São Vicente, com +12,9% ou mais 110, para 962.

A quebra mais forte deu-se no alojamento turístico da ilha do Sal, que é destino de férias de Sol e Mar por excelência, em 17,1% ou cerca de 720, para 3.510, seguida por Santiago, que é destino principal de viagens profissionais e de negócios, com -16,7% ou menos cerca de 870, para 4.342.

No conjunto das restantes ilhas houve um decréscimo de 16,4%, para 255.

Estes dados mostram que a ilha de Santiago acolheu 39% dos turistas residentes em Portugal que se deslocaram a Cabo Verde no 1º trimestre, em baixa de 3,2 pontos face ao período homólogo de 2016, e em 2º lugar esteve o Sal, com 31,5%, também em baixa, de 2,8 pontos.

A ficarem com ‘fatias’ maiores de turistas portugueses estiveram a Boavista, que subiu 4,4 pontos, para 18,6%, e São Vicente, com +1,7 pontos, para 8,6%.

 

Continua:

Portugueses diversificam estadas em Cabo Verde e hotéis perdem 7,4 pontos de quota de mercado

Hotelaria de Cabo Verde supera ‘falta da Páscoa’ via Reino Unido, França, Bélgica e Holanda

 

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