‘Tax Free’ também indica queda dos gastos de turistas chineses em Portugal

01-07-2016 (17h29)

A China ‘junta-se’ a Angola e Brasil num decréscimo dos gastos dos seus turistas em Portugal, de acordo com os dados da Global Blue publicados hoje pelo Observatório do Turismo de Lisboa, o qual indica quebras acima de 20% da variação do total das compras em Maio face ao mês homólogo de 2015.

A informação publicada indica que é da parte dos brasileiros que há a maior queda, em 30%, com -29% no número de compras.

Seguem-se os turistas residentes na China, com -28% na variação total de compras, embora mantendo-se o número de compras, e depois vêm os residentes em Angola, com -22% na variação total de compras, com igual decréscimo no número de compras.

Angola, China e Brasil são os três mercado a que a Global Blue, que actua na recuperação do IVA por parte de turistas residentes fora da União Europeia, Angola, China e Brasil são os três mercados com maior, respectivamente com 38%, 17% e 14%, a que se seguem os Estados Unidos, com 3%, e Moçambique, com 2%.

Para estes dois emissores, os dados indicam que da parte dos turistas dos Estados Unidos há uma variação total de compras de +22%, com +19% em número de compras, e da parte dos residentes em Moçambique a variação total de compras é de -10% apesar de +7% em número de compras.

Dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR relativos ao primeiro quadrimestre apontavam já para uma queda dos gastos de turistas chineses em Portugal.

A China é um dos emissores de que o Banco de Portugal deixou de publicar mensalmente os dados de gastos em Portugal dos seus residentes, mas a informação evidencia uma queda em 17,4% dos gastos de residentes na Ásia, de que o primeiro emissor tem sido a China.

Relativamente a Angola e ao Brasil, os dados do Banco de Portugal indicavam quebras dos gastos em Portugal no primeiro quadrimestre respectivamente em 49,4% e em 11,9%, enquanto para os Estados Unidos indicavam uma subida em 7,9% (para ler mais clique: Receitas turísticas portuguesas penalizadas por quebras de Angola, Brasil e Ásia em 134,76 milhões).

 

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