Resorts melhor que hotéis este ano no Brasil Vila Galé estima aumentar receita 10% a 12%

29-09-2015 (12h18)

Gonçalo Rebelo de Almeida, administrador (1)

O administrador do grupo Vila Galé, Gonçalo Rebelo de Almeida, afirma registar crescimento de praticamente todas as unidades da rede no Brasil, “mais os resorts que os hotéis de cidade”, até pelo “efeito da Copa”, e estima crescer 10% a 12% em receitas no País.



“Contrariamente à nossa expectativa inicial, que era de algum receio de queda aqui da operação no Brasil, surpreendentemente continuamos a crescer e os hotéis quase todos cresceram este ano em relação ao ano passado. Mais os resorts do que os hotéis de cidade”, afirmou o administrador do grupo em declarações aos jornalistas na ABAV Expo, em São Paulo.
“Os hotéis de cidade cresceram até ligeiramente em ocupação, mas em receita não, por causa do efeito da Copa”, frisou.
No ano passado os hotéis urbanos da Vila Galé em Salvador e Fortaleza, com o Mundial de Futebol, registaram “taxas de ocupação elevadas com preços mais altos”, pelo que este ano “em termos de receita acumulada até à data vão abaixo do ano passado, porque é difícil recuperar a receita da Copa”.
Já os resorts “estão melhores em ocupação e em receitas”, salienta Gonçalo Rebelo de Almeida, para destacar o Vila Galé Marés, que “vai fazer o melhor ano de sempre”, assim como o resort do Cumbuco, que tiveram ocupações em Julho de mais de 80% contra cerca de 50% no ano passado, durante o Mundial de Futebol.
O Vila Galé Marés deverá terminar o ano perto dos 80% de ocupação média anual, enquanto o Cumbuco deverá estar acima dos 60%.
O Vila Galé Angra dos Reis “está estável, mas Angra nós já não tínhamos muito espaço para crescer, já estava a fazer ocupações médias anuais de 80%, é difícil fazer mais”, enquanto a unidade de Cabo de Santo Agostinho “este ano também dá ali um salto simpático”.
O administrador do grupo Vila Galé sublinha que está “a apontar, neste momento, para crescer 10% a 12% em receitas face ao ano anterior”.
“Acho que o nosso produto de resorts tem sido do agrado do público brasileiro”, avalia Gonçalo Rebelo de Almeida, indicando que perspectiva oportunidades de crescimento com a desvalorização do real.
Uma dessas oportunidades é de crescimento do turismo internacional, nomeadamente do mercado europeu, uma vez que o Brasil, que “estava muito caro”, “volta a estar acessível”, enquanto “a Europa também melhorou um bocadinho as condições”.
Por outro lado, “há uma parte do público brasileiro que estava a viajar para fora, nomeadamente para Estados Unidos e Caraíbas, e vai optar por fazer férias cá dentro”.
Viajar para as Caraíbas era “pouco mais caro que o Nordeste, andavam ali a competir no mesmo preço”, enquanto “com o câmbio actual” ir para “a República Dominicana ou para o México é o dobro de ir para a Bahia”, sublinha.

Continua:
Dos novos projectos Vila Galé no Brasil Alagoas “é onde estamos mais focados”
Vila Galé Rio de Janeiro cresce todos os meses. Próximo Agosto já “está todo vendido”


Vila Galé cresce mais em receita que ocupação. Hotéis em Portugal crescem 17% a 18% este ano
Vila Galé Évora foi “uma agradável surpresa” “parecia um hotel de resort” em Agosto

O PressTUR participou na 43ª edição da ABAV Expo Internacional de Turismo a convite da Associação Brasileira das Agências de Viagens Brasileiras e da TAP

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