Rentabilizar activos e espreitar oportunidades é a estratégia do Grupo Pestana para o Brasil

18-11-2016 (13h18)

O Grupo Pestana já encerrou o ciclo de desinvestimento no Brasil e agora, com a dívida a zeros, passou a uma fase de rentabilizar activos e espreitar oportunidades, avançou ontem o seu CEO, José Theotónio, que reconheceu que, porém, ainda está por definir o futuro do imóvel do antigo Pestana Bahia, em Salvador.

"Neste momento estamos tranquilo em termos do Brasil, não temos nenhuma dívida no Brasil", disse José Theotónio à imprensa num intervalo do 28º Congresso da AHP, a decorrer em Ponta Delgada, após revelar que com a vendas dos hotéis que tinha em Natal, neste caso ao grupo do fundador da CVC, Guilherme Paulus, e em São Luís do Maranhão, o grupo pagou "a dívida toda".

Actualmente o portefólio do Grupo Pestana no Brasil compreende três hotéis, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Curitiba, que José Theotónio reconhece que "já fizeram performances muito boas que neste momento fazem performances apenas razoáveis, dado como o mercado está como está".

"E estamos à espera que o mercado do Brasil recupere. Quando recuperar, estamos lá", acrescentou José Theotónio que declarou que o Brasil deixou de ser mercado prioritário para o Grupo Pestana

"Estamos atentos ao mercado, temos lá equipas nossas, quando existem hipóteses a gente faz os investimentos. Não é um dos sítios que seja prioritário em termos de investimento. Prioritário em termos de investimento é este projecto nas capitais europeias [ter hotéis em todas as capitais europeias] e é o projecto nos Estados Unidos", afirmou (ver também: Pestana inicia "maior ciclo de crescimento" com 170 milhões de euros de investimento).

A fase actual é, assim, de "rentabilizar o que lá temos numa primeira fase e depois pode haver aí oportunidades e como nós fomos construído quando lá estamos, vamos vendo, estamos atentos ao mercado, temos lá equipas nossas, quando existem hipóteses a gente faz os investimentos".

José Theotónio começou por observar que "o Brasil é um mercado que está neste momento numa recessão forte, porque é um mercado muito corporativo".

Para o grupo Pestana, que no Brasil tinha hotéis principalmente para o mercado corporate, e que "estavam a funcionar bem porque a economia brasileira estava florescente", passaram cair quando se deu a inversão do ciclo económico, com a agravante de que "o Brasil é um mercado em que os ups e os downs são muito rápidos e muito pronunciados".

A opção do grupo foi, então, reduzir a sua exposição, não só alienando os hotéis de Natal e São Luís do Maranhão como, também encerrando o Pestana Bahia.

"No caso de Salvador, o hotel que lá estava fechámo-lo. Neste momento está encerrado. Há possibilidade de agora face ao activo que lá está, até tentando ver com parceiros qual era a possibilidade que agora temos de rentabilizar aquele activo. Mas continuamos a operar quer o Convento do Carmo quer o Lodge, que estão em operação", acrescentou.

 

O PressTUR participa no 28º Congresso Nacional da AHP a decorrer nos Açores a convite da Associação

 

Ver também:

SET avança com simplificação do licenciamento dos empreendimentos turísticos até ao fim do ano

David Neeleman mobiliza hoteleiros para pressionar soluções para o Aeroporto de Lisboa

Hotéis têm que passar a ser "mais donos do seu negócio" - AHP

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