Receitas da hotelaria portuguesa subiram 1,5 mil milhões de euros nos últimos cinco anos

14-02-2018 (16h07)

O alojamento turístico português completou em 2017 o 4º ano consecutivo de aumento dos proveitos totais a dois dígitos, atingindo o montante de 3.391,4 milhões de euros, que traduz um aumento em 82,7% ou 1,5 mil milhões em cinco anos.

O factor que mais impulsionou esse crescimento, como mostram o dados publicados hoje pelo INE, foi o próprio crescimento da actividade, com o número de hóspedes a subir 49,1% e o número de dormidas, 44,9%, como, adicionalmente, o aumento do gasto médio dos clientes.

Os dados do INE permitem ver que em 2017, apesar de uma redução do tempo médio de permanência dos clientes nas unidades, o seu gasto médio subiu 7,1% ou praticamente 11 euros, para 164,30 euros.

Esta subida, uma vez que a par de uma redução da estada média em 1%, para 2,79 noites, só é explicável pelo aumento das tarifas médias, seja por aumento de preços e/ou opção por estabelecimentos de preço mais elevado.

Os dados do INE apontam para que em que em 2017 o gasto médio dos turistas em aposento por dormida tenham subido 10,2% ou quatro euros, atingindo 43,2 euros, um valor, por sua vez, 32,9% ou 10,7 euros superior ao do ano de 2012.

Os mesmos dados mostram que o maior aumento médio no ano passado ocorreu em Lisboa com uma subida de 13,9%, para 56,7 euros, seguindo-se o Porto e Norte, com +11,6%, para 43,7 euros.

Depois esteve a subida no Algarve, em 8,4%, para 40 euros, Madeira, em 7%, para 35,1 euros, Centro, em 6,5%, para 33,4 euros, Açores, em 6,2%, para 35,6 euros, e Alentejo, em 6,1%, para 39,2 euros.

Em relação ao ano de 2012, o maior aumento ocorreu no Algarve, com +37,6%, seguindo-se Lisboa, com +37%, Porto e Norte, com +32,9%, Madeira, com +25,4%, Centro, com +15,2%, Alentejo, com +14,7%, e Açores, com +11,7%.

Os dados do INE indicam que em 2017 o sector do alojamento turístico português, incluindo hotéis, hotéis - apartamentos, pousadas, apartamentos turísticos, aldeamentos turísticos e “outros alojamentos”, somaram 2.484,2 milhões de euros de proveitos de aposento, com um aumento em 18,3% ou 384,7 milhões face a 2016.

Lisboa foi a região que realizou a maior ‘fatia’ dessa categoria de proveitos, com 32,7% do total (812,5 milhões de euros), ultrapassando o Algarve, que realizou 30,7% do total (761,7 milhões).

Seguiram-se Porto e Norte, com 13,1% (324,4 milhões), Madeira, com 10,6% (263,6 milhões), Centro, com 7,6% (188,8 milhões), Alentejo, com 2,8% (69,4 milhões), e Açores, com 2,6% (63,6 milhões).

A subida de Lisboa a nº 1 em proveitos de aposento decorre de ter concentrado 40,6% do aumento total dessa categoria de receitas, com mais 156,2 milhões de euros (+23,8%), enquanto o aumento no Algarve, em 94,7 milhões (+14,2%), equivaleu a 24,6% do aumento total.

Seguiu-se o Porto e Norte com 14,4% do aumento total (mais 552 milhões de euros ou +20,5%), Centro com 8,8% (mais 34 milhões ou +21,9%), Madeira, com 5,7% (mais 21,8 milhões ou +9%), Açores, com 3,1% (mais 11,9 milhões ou +3,1%), e Alentejo, com 2,8% (mais 10,8 milhões ou +18,5%).

 

Para ler mais clique:

Brasil foi o emissor que mais fez aumentar as dormidas na hotelaria portuguesa em 2017

Maiores emissores penalizam evolução da hotelaria portuguesa em 2017

Hotelaria portuguesa 2017: mais 1,68 milhões de hóspedes, mais 3,94 milhões de dormidas, mais 483,9 milhões de euros

 

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