“Precisamos dos tour operadores” – alerta CEO da Nau Hotels

28-06-2016 (16h08)

Pedro Almeida, presidente do Conselho de Administração, e Mário Ferreira, CEO
Pedro Almeida, presidente do Conselho de Administração, e Mário Ferreira, CEO

O contexto internacional é favorável a Portugal e, por isso, é altura de investir em qualificação da oferta, para que os turistas continuem a escolher Portugal, mas também "é fundamental não afastar os tour operadores", como foi feito em anos anteriores, afirma o CEO do grupo Nau, Mário Ferreira.

Pedro Almeida, presidente do Conselho de Administração do Grupo Nau, e Mário Ferreira, CEO do Grupo Nau, falavam à imprensa esta manhã em Lisboa.

Pedro Almeida começou por introduzir a ideia, dizendo que é preciso “aproveitar” o contexto internacional favorável a Portugal para que os turistas que actualmente escolhem viajar para Portugal em vez de ir para destinos “que estão hoje difíceis” continuem a fazê-lo futuramente.

Para que os turistas continuem a escolher Portugal é necessário investir “na qualificação dos serviços e das pessoas”, área em que o grupo Nau tem feito “um esforço muito grande”, destacou Pedro Almeida.

Outras áreas em que é necessário apostar são a tecnologia, “a modernização das nossas infra-estruturas e no ajustamento de produtos que se possam afirmar no mercado como produtos de alta qualidade e de alto valor”, como o centro de congressos da Herdade dos Salgados.

Com os eventos que o grupo Nau tem recebido “estamos a afirmar-nos no mercado internacional como um grande destino de apresentação de automóveis”, eventos que “trazem 30 a 50 mil room nights” em época baixa.

Mário Ferreira também considera o contexto internacional uma oportunidade e afirma que é “um momento de aproveitarmos para consolidar ocupação, para consolidarmos preço, porque sempre fomos vistos como um destino demasiado barato para a qualidade que oferecemos, para consolidarmos a nossa oferta e serviço e sobretudo para prepararmos o futuro”.

Por outro lado, o CEO do grupo Nau alerta também que é necessário evitar repetir a época em que “os tour operadores abandonaram o nosso país, sobretudo no que diz respeito ao turismo de férias de Verão”.

“Nada seria mais contraproducente para o nosso futuro do que pensarmos que com as novas tecnologias e com a distribuição online e com a pressão da procura que estamos a ter derivado das dificuldades que destinos concorrentes enfrentam que temos o nosso problema resolvido e que já não precisamos dos tour operadores”, afirmou Mário Ferreira.

Na sua visão, “precisamos dos tour operadores” e “é fundamental que não os afastemos novamente, sobretudo tour operadores que tenham companhias aéreas e que asseguram operações aéreas”.

É necessário “aproveitarmos o momento para consolidarmos e fidelizarmos o nosso relacionamento com os tour operadores e de não nos afastarmos novamente com estratégias de preço excessivamente agressivas e que fazem com que eles na primeira oportunidade deixem novamente de operar”, concluiu.

 

Ver também:

CEO da Nau Hotels perspectiva “um ano muito positivo para o grupo”

 

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