Pousada de Lisboa é a unidade mais rentável do Grupo Pestana - José Roquette

03-10-2018 (17h20)

Restaurante da Pousada de Lisboa (Foto: Pousada de Portugal)
Restaurante da Pousada de Lisboa (Foto: Pousada de Portugal)

Portugal é actualmente o mercado mais rentável para o Pestana Hotel Group

“Penso que hoje o hotel mais rentável, por quarto, do grupo é a Pousada de Lisboa, no Terreiro do Paço [em Lisboa]”, revelou ontem o seu administrador responsável pelo desenvolvimento, José Roquette, citado pela Agência Lusa.

Num encontro com a imprensa durante a qual anunciou os próximos planos do grupo, o executivo realçou que a “expansão internacional continua muito intensa, mas a verdade é que temos hoje em Portugal os nossos melhores casos de investimento”, especificando que “mesmo comparando com todos os outros mercados onde estamos a concretizar projectos ou a ver projectos, não temos nenhum mercado onde seja tão rentável investir como em Portugal”.

“Esta é uma realidade dos últimos dois, três anos e julgo que vai ser uma realidade durante alguns anos”, acrescentou José Roquette, que não deixou de assinalar também que “não será sempre”.

Portugal, afirmou ainda José Roquette, “tem conseguido manter-se competitivo como destino turístico”, tem conseguido “subir nos 'rankings' [da receita por quarto disponível - RevPAR]” europeus — “comparando-se com Roma e Milão, um orgulho” - e “conseguido converter isso em rentabilidade”.

Este quadro justifica o reforço da aposta em zonas históricas de Lisboa e Porto, por exemplo, avançou José Roquette que tinha acabado de anunciar a abertura de cinco hotéis em Lisboa e no Porto (para ler mais clique: Grupo Pestana vai abrir cinco hotéis em Lisboa e no Porto e reforçar presença internacional da marca Pestana CR7).

“O Grupo Pestana como líder do mercado em Portugal faria um erro em não aproveitar desse momento [de boa rentabilidade]”, comentou o executivo, que assinalou seguidamente que, “nos últimos anos, Portugal conseguiu crescer extraordinariamente”.

“Penso que hoje o hotel mais rentável, por quarto, do grupo é a Pousada de Lisboa, no Terreiro do Paço [em Lisboa]”, avançou então José Roquette, que realçou que cinco anos antes o hotel do grupo em Londres “liderava esse 'ranking' [de rentabilidade] e nunca imaginámos que um hotel nosso em Portugal pudesse chegar a esse patamar”.

“Hoje temos três hotéis que o superam (Pousada de Lisboa, a Pousada do Freixo e o Pestana Vintage), que ultrapassam os níveis de rentabilidade por quarto que predominam nas grandes capitais europeias: estamos a falar de 40 mil euros por quarto”, especificou.

Mas “é preciso ter a noção de que isto é cíclico”, que Portugal “já viveu momento difíceis” e que “nada é para sempre, quer para o bem quer para o mal”, frisou José Roquette, que afirmou ainda que “temos de ter a noção que estamos num país que está a viver um período turístico muito bom, está a viver um ciclo muito positivo, em parte, sobretudo, no Algarve e na Madeira, beneficiou muito das consequências da Primavera Árabe, mas não tenhamos ilusões, esses efeitos com o tempo diluem-se, podem voltar outra vez, mas a verdade é que são cíclicos”.

“Acreditamos que se olharmos para a estrutura económica do nosso país, a fragilidade do endividamento existe. Não nos admiremos se, passados uns anos, Portugal possa vir a estar novamente numa situação mais frágil e, obviamente, o grupo precisa de estar preparado para isso”, acrescentou.

José Roquette defendeu que essa perspectiva sustenta a necessidade de diversificação do investimento em mercados e tipo de negócio – com unidade em alugueres e outras apenas em gestão –, bem como por alterar “a dependência do grupo”, ajudando-o a ter “mais equilíbrio” na sua oferta hoteleira.

Exemplo é o impacto da abertura das cinco unidades hoteleiras anunciadas para as duas maiores cidades portuguesas, pois, disse, vai alterar o impacto no peso dos resultados do grupo por região: Lisboa ficará perto dos 25%, o Porto vai superar os 15%, mantendo o Algarve 20% e a Madeira 30%.

José Roquette referiu ainda que o EBITDAR (resultado antes de juros, impostos, amortizações, depreciações e rendas) do grupo deverá ascender este ano a 130 milhões de euros, o que representa “um crescimento de, pelo menos, 10%”.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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