Pestana inicia “maior ciclo de crescimento” com 170 milhões de euros de investimento

15-06-2016 (16h59)

O Pestana Hotel Group está a entrar no que o seu chief development officer, José Roquette, descreve como “o maior ciclo de crescimento que o grupo já teve em tão curto espaço de tempo”, no qual perspectiva investir 170 milhões de euros em 20 hotéis.

“Até 2020 teremos mais de três mil novos quartos em 20 hotéis”, pelo que “a meta simbólica dos cem hotéis deve acontecer nos próximos quatro a cinco anos”, frisou José Roquette, hoje, numa conferência de imprensa em Lisboa.

“O objectivo é ter uma presença cada vez mais alargada e acreditamos que vamos chegar à presença em 20 países”, sendo que actualmente o grupo tem 87 hotéis em 15 países, totalizando 10.633 quartos.

O investimento será de 70 milhões de euros em Portugal e 100 milhões de euros no exterior, com José Roquette a destacar que “Portugal é o país onde estamos a investir mais” e vai ser “onde vamos construir mais quartos, onde vamos ter um aumento da nossa oferta mais significativo”.

Dos novos quartos em ‘pipeline’, 56% ou 1.606 são em Portugal, ficando assim 44% ou 1.284 no estrangeiro.

“Se formos ver por continentes, há uma clara afirmação europeia”, frisou José Roquette, indicando que 70% ou 2.016 dos novos quartos previstos até 2019 são na Europa, 23% ou 676 na América e 7% ou 198 em África.

A diversificação geográfica e a internacionalização foram, aliás, estratégias que José Roquette caracterizou como “a melhor arma que o grupo Pestana tem contra a instabilidade e os ciclos económicos”, porque “as coisas nunca podem correr mal em todos os lados ao mesmo tempo”.

E essa estratégia também está relacionada com o financiamento, disse o executivo, explicando que o grupo tinha a sua “actividade de financiamento muito concentrada em bancos portugueses e espanhóis, e obviamente muitos deles sofreram” com a crise, pelo que “nos últimos anos” o grupo apostou na “diversificação das fontes de financiamento”.

Actualmente, prosseguiu José Roquette, “o grupo Pestana também é mais internacional por força de quem o financia. Somos mais internacionais hoje em função dos grupos financeiros que apoiam o nosso crescimento, o que faz com que também estejamos muito mais protegidos em relação aos ciclos que inevitavelmente afectam o mercado financeiro, mas que certamente nos deixariam mais vulneráveis se continuássemos a ser exclusivamente financiados por bancos portugueses e espanhóis, como foi durante bastante tempo”.

Relativamente ao modelo de negócio do grupo, José Roquette também destacou que “muito embora haja já claramente um mix mais equilibrado, ainda assim 61% [ou 1.759] dos novos quartos [em pipeline até 2020] vão ser em propriedade”, enquanto 28% ou 820 serão em arrendamento e 11% ou 311 serão em gestão.

O grupo tem vindo a mudar o modelo de negócio para uma mistura de diferentes modelos, tendo no ano passado 56% dos seus hotéis em propriedade, 35% em arrendamento ou concessão, 9% em gestão e 1% em franchising.

Um ano antes o grupo tinha 66% dos seus hotéis em propriedade, 22% em arrendamento ou concessão, 3% em gestão e 9% em franchising.

 

Continua:

José Roquette perspectiva “enorme contributo” dos hotéis em Portugal para o melhor ano de sempre do grupo Pestana

 

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