Mesmo sem Páscoa, brasileiros na hotelaria portuguesa mantêm crescimento ‘explosivo’

16-05-2017 (13h06)

O Brasil foi o mercado que mais contribuiu para a hotelaria portuguesa alcançar em Março um aumento das dormidas de estrangeiros, mesmo sem Páscoa, que é um período tradicionalmente de ‘pico' das viagens e nomeadamente de procura mais forte dos destinos portugueses por parte dos turistas espanhóis.

Os dados publicados hoje pelo INE indicam que, com efeito, este Março a hotelaria teve uma quebra das dormidas de espanhóis face ao mês homólogo de 2016, que foi o mês da Páscoa, em 43,7% ou 167,6 mil, mas nem por isso o alojamento turístico português deixou de apresentar um crescimento das dormidas de estrangeiros em 3,7% ou 97,7 mil, que lhe deu o melhor Maio de sempre em pernoitas de turistas estrangeiros, com 2,7 milhões.

O mercado que mais contribuiu para esse balanço foi o Brasil, cujos residentes fizeram 133,5 mil dormidas na hotelaria portuguesa este Março, o que significou um aumento em 87,3% ou 62,2 mil mesmo sem Páscoa.

Os dados do INE mostram, aliás, que desde Agosto do ano passado que o mercado brasileiro apresenta crescimentos a dois dígitos, em que sobressaem os +93,2% em Novembro passado, os +73,6% em Dezembro, os +64,3% em Janeiro deste ano, os +34,1% em Fevereiro, apesar de menos um dia que em 2016, que foi ano bissexto, e, agora, os +87,3% em Março.

Depois do Brasil, os mercados emissores que mais contribuíram para que a hotelaria mantivesse crescimento este Março foram França, com mais 39,8 mil (+23,2%, para 211,1 mil), Reino Unido, com mais 30,3 mil dormidas que há um ano (+5,7%, para 561,3 mil), Países Baixos, com mais 26,1 mil (+17,3%, para 177,2 mil), Alemanha, com mais 22,1 mil (+4,9%, para 475,1 mil), e Estados Unidos, com mais 21,4 mil (+30,4%, para 91,2 mil), Polónia, com mais 13,3 mil (+43,9%, para 43,6 mil), e o conjunto ‘outros', com mais 50,8 mil (+11,3%, para 501,1 mil).

Apesar deste comportamento em alta da maioria dos emissores internacionais, a hotelaria portuguesa não evitou uma quebra ligeira das dormidas totais em Março, em 0,2% ou 8,4 mil, para 3,669 milhões, pela quebra em 9,9% ou 106,1 mil das pernoitas de residentes em Portugal, que ficaram em 961,2 mil.

 

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