Hotelaria portuguesa facturou em 11 meses de 2019 mais 84 milhões que em todo o ano de 2018

16-01-2020 (15h44)

Os estabelecimentos de alojamento turístico portugueses superaram pela primeira vez a marca dos 4.000 milhões de euros de receitas num ano turístico, com o montante de 4.070,5 milhões nos 11 meses de Janeiro a Novembro de 2019, segundo a informação divulgada ontem pelo INE.

Esse montante, que confirma 2019 como ano recorde, traduz um aumento em 7,2% ou 271,69 milhões em relação à facturação realizada de Janeiro a Novembro de 2018, ano que terminou com o montante então recorde de 3.986,5 milhões de euros.

A informação divulgada pelo Instituto de Estatística mostra que esse novo recorde foi conseguido pela atracção de um número maior de turistas para os estabelecimentos hoteleiros, em simultâneo com uma subida do preço médio por dormida que compensa a queda do tempo médio de permanência dos hóspedes.

Os estabelecimentos de alojamento turístico portugueses, de acordo com o INE, receberam 25,399 milhões de turistas nos primeiros onze meses de 2019, +7,1% ou mais 1,68 milhões que no período homólogo de 2018, com aumentos em 6,8% ou 984,2 mil turistas residentes no estrangeiro e em 7,6% ou 697,4 mil turistas residentes em Portugal.

Estes crescimentos, porém, não tiveram repercussão directa nas dormidas, já que se continua a acentuar a tendência de redução do tempo médio de permanência nos estabelecimentos, que tem uma queda em 3%, com -3,6% por parte dos não residentes e -1,2% entre os residentes.

Como isso significa que Portugal precisa atrair cada vez mais turistas para manter o número de dormidas, de Janeiro a Novembro de 2019 as pernoitas em estabelecimentos de alojamento turístico, apesar do aumento em 7,1% do número de clientes, aumentam apenas 3,9%, significando ainda assim mais 2,5 milhões que nos primeiros onze meses de 2018, com mais 1,16 milhões de pernoitas de residentes em Portugal (+6,3%) e mais 124 mil (+2,6%) de não residentes, vulgo turistas estrangeiros.

Ainda assim, a evolução da facturação dos estabelecimentos de alojamento turístico aproximou-se mais da evolução do número de hóspedes do que da evolução do número de dormidas, apresentando uma subida em 7,2% ou 271,69 milhões de euros que no período homólogo de 2018 e até superando o total desse ano por 84 milhões.

Para essa evolução contou principalmente, como é natural, porque esse é o negócio principal do sector, a ‘venda de dormidas’, a evolução dos chamados proveitos de aposento, que o INE define como “valores resultantes das dormidas de todos os hóspedes nos meios de alojamento turístico”, o que significa que traduzem o número de dormidas x o preço médio.

Tendo em conta que o INE indica os proveitos de aposento e o número de dormidas, pode-se calcular o valor médio que as unidades facturaram por pernoita realizada no estabelecimento, que pelos dados do Instituto situou-se em 61,4 euros nos primeiros onze meses de 2019, que significam um aumento em 3,1% em relação ao período homólogo de 2018.

O INE, por sua vez, apenas publica o que denomina por “Rendimento médio por quarto ocupado”, que indica ter sido em média de 89,5 euros nos primeiros onze meses de 2019, com um aumento em 2% em relação ao período homólogo de 2018, enquanto para a RevPAR, que leva em conta a taxa de ocupação, indica um aumento em 1,8%, para 51,3 euros.

 

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