Hóspedes da hotelaria portuguesa despendem mais no alojamento sem cortarem com outros serviços

16-02-2017 (09h39)

Os encargos com quartos elevaram no ano passado o seu ‘peso’ no gasto médio dos turistas que se hospedaram no alojamento turístico português para 72,3% do total, por um aumento em 7,5%, para 110 euros, mas ainda assim o gasto médio em outros serviços, onde avulta a alimentação e bebidas, não deixou de subir, embora menos, em 4,2%.

Cálculos do PressTUR com base nos dados divulgados hoje pelo INE mostram que o aumento dos proveitos totais da hotelaria portuguesa no ano passado em 17% ou 421,7 milhões de euros, atingindo um total de 2,9 mil milhões, foi impulsionado principalmente pelos chamados proveitos de aposento, que o INE define como “valores resultantes das dormidas de todos os hóspedes nos meios de alojamento turístico”, os quais aumentaram 18% ou 320,3 milhões de euros, para 2.096,8 milhões.

Os chamados ‘outros proveitos’, em que o INE engloba “restauração e outros decorrentes da própria actividade (cedência de espaços, lavandaria, tabacaria, comunicações, entre outros)” também registaram aumento, mas inferior ao dos proveitos de aposento, em 14,4% ou 101,4 milhões de euros, para 803,9 milhões.

Assim, os proveitos de aposento subiram em 0,6 pontos a sua contribuição para os proveitos totais face a 2015, para 72,3%, com subidas de 1,1 pontos tanto no Porto e Norte quanto no Algarve, de 0,7 pontos na Madeira, de 0,5 pontos no Centro e de 0,2 pontos em Lisboa.

Nos Açores e no Alentejo, pelo contrário, houve decréscimos, respectivamente em 0,9 e em 0,7 pontos.

A região onde os proveitos de aposento têm uma ‘fatia’ maior dos proveitos totais, ou seja, em que os ‘outros proveitos’ contam menos para a receita, é Lisboa, onde atingem 74,9%, seguida pelo Porto e Norte, com 74,4%, Algarve, com 73,7%, e Açores, com 73,2%.

No Alentejo e no Centro os proveitos de aposento somam menos de 70% das receitas totais, representando 69,1% e 67,9%, respectivamente.

Estas regiões são, por conseguinte, aquelas em que maior fatia dos encargos dos hóspedes com as suas estadas é a título do custo do quarto, com 66,9 euros em 96,80 no Alentejo e com 54,7 em 80,58 no Centro.

Já em Lisboa, a parte dos encargos com os quartos foi de 116 euros em 154,9, no Porto e Norte foi de 70,8 em 95,08, no Algarve foi de 165,2 em 224,20, e nos Açores foi de 101,6 em 138,84.

Levando em conta as estadas médias, conclui-se que os 19 milhões de hóspedes que se hospedaram em 2016 no alojamento turístico português despenderam em média 54,2 euros por noite, +6,8% que no ano de 2015, com +7,7% em encargos com quarto, que subiram para 39,2 euros, e +4,4% em outras despesas, que somaram 15 euros.

A região onde o alojamento teve o maior aumento do gasto médio diário em alojamento dos seus hóspedes, que indicia maior aumento do preço médio das diárias, foi o Algarve, em 11,1%, para 36,8 euros, seguida pelo Porto e Norte, com +9,5%, para 39,1 euros, que foram as únicas duas regiões com aumento superior à subida média nacional (+7,7%, para 39,2 euros).

Só depois de situaram a Madeira, com +6,9% para 33 euros, os Açores, com +6,1%, para 33,5 euros, Lisboa, com +5,8%, para 49,8 euros, o Alentejo, com +4,8%, para 37 euros, e o Centro, com 31,4 euros.

Os maiores aumentos da ‘fatia’ média de gastos dos hóspedes em outros serviços foram, por sua vez, nos Açores, em 11,4%, para 12,3 euros, no Alentejo, em 8,1%, para 16,5 euros, no Algarve, em 5,3%, para 13,1 euros, e em Lisboa, em 4,7%, para 16,7 euros.

Com aumentos já abaixo do aumento médio a nível nacional (+4,4%, para 15 euros) estiveram os gastos médios em outros serviços dos hóspedes que alojaram em estabelecimentos da Madeira, com +3,8%, para 18,5 euros, Porto e Norte, com +3,3%, para 13,4 euros, e Centro, com +1,8%, para 14,9 euros.

 

Para ler mais clique:

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