Golfe, empresas e lazer são a 'receita' do Sheraton Cascais para um ano de recordes - Pedro Santos, director-geral

06-02-2018 (16h12)

Foto: Sheraton Cascais
Foto: Sheraton Cascais

Golfe, reuniões de empresas, eventos e escapadas de fim-de-semana fazem o Inverno do Sheraton Cascais, enquanto no Verão é o "lazer puro e duro" que enche os quartos, assim descreveu ao PressTUR o director do hotel, Pedro Santos, a segmentação da procura da unidade hoteleira.

Com essa 'receita', o hotel teve "um ano de recordes" em 2017 e perspectiva superar esses resultados este ano.


PressTUR: Que balanço faz de 2017?

Pedro Santos: Foi um ano muito bom. Foi um ano em que superámos as nossas expectativas. Fechámos o ano com cerca de 70% de ocupação, o que é bastante bom em termos de resultado para a região de Cascais. Acabamos por estar muito bem posicionados para fazer um 2018 na mesma linha. Acho que 2017 é um ano positivo para todos em termos gerais do mercado. Nós sentimos que foi um ano de recordes. Esperemos que 2018 seja também um ano de recordes.


PressTUR: Que avaliação faz em relação a 2016?

Pedro Santos: Em 2016 nós tínhamos 56% de ocupação, subimos para quase 70% de ocupação. Nos últimos dois anos passámos da linha abaixo dos 50% e crescemos basicamente 20 pontos percentuais em taxa de ocupação. O que posso dizer é que não é só um aumento de ocupação, é um aumento também do preço médio. Aí têm feito muita diferença os investimentos que têm sido feitos na propriedade. O aumento do preço médio está muito ligado à qualidade do produto.


PressTUR: Pode precisar o aumento do preço médio?

Pedro Santos: Preferia dizer que em termos gerais estamos 12% acima da média da região.


PressTUR: Como são feitas as vossas vendas? Directas, em plataformas online, nas agências de viagens?

Pedro Santos: Temos uma distribuição muito transversal. Funcionamos com vários segmentos, sendo que o canal de vendas da própria Sheraton é um dos maiores canais de distribuição. Tendo o programa de loyalty, os clientes para terem os benefícios têm que fazer as reservas directamente na propriedade. Como é óbvio as OTA's [do inglês para agências de viagens online] continuam a crescer e continuam a ter um peso importante. Nós sentimos que a tour operação tradicional manteve-se mais ou menos parecida. O segmento de golfe também se manteve relativamente estável. O segmento que claramente continua a crescer muito é o online, e neste caso nós conseguimos aumentar a nossa quota. Em relação às OTA's conseguimos atrair mais negócio directo. Isto faz a diferença porque são menos custos que pagamos em comissões e acabamos por conseguir ter uma melhor performance.


PressTUR: De que países chegam os vossos hóspedes?

Pedro Santos: O nosso principal mercado é a Europa, que é muito tradicional nesta região. Trabalhamos muito com a América do Norte e com a América do Sul, mercados que reconhecem muito a marca. Esses mercados também aumentaram bastante. E temos a entrada principalmente este ano de alguns mercados novos emergentes como o caso da China e alguma Índia. A China principalmente com a entrada deste novo voo [da Beijing Capital Airlines entre Lisboa, Pequim e Hangzhou, iniciado em Julho de 2017].


PressTUR: Têm hóspedes portugueses?

Pedro Santos: Sim, temos. Principalmente a nível corporativo, muito para reuniões e eventos. E temos os weekend breakers, os que aproveitam os fins-de-semana. O mercado português para nós está em nº2, sendo que é um mercado muito ligado à área corporativa. Faz bastante diferença principalmente por causa da sazonalidade, porque estes mercados vêm principalmente fora da época alta.


PressTUR: O que procuram os hóspedes do Sheraton Cascais?

Pedro Santos: São muito distribuídos ao longo do ano, o que permite minimizar a sazonalidade que Cascais ainda sente. Conseguimos trabalhar vários segmentos. Em épocas baixas, o mercado corporate com bastantes reuniões e eventos. E o segmento de golfe - estamos rodeados por nove campos de golfe na região. Temos clientes corporativos que acabam por fazer estadias mais longas, porque a nossa propriedade oferece condições diferenciadas em termos de dimensão das unidades. Depois temos o normal, o lazer, que ocupa grande parte a partir de Abril até ao fim de Outubro.


PressTUR: Então no Verão têm os clientes de lazer e no Inverno as reuniões e eventos. É isso?

Pedro Santos: Reuniões, eventos e golfe, porque nós temos golfe logo a partir de Fevereiro. A partir de Maio o golfe abranda porque começa a ficar muito quente para eles. Aí começa o lazer puro e duro. As reuniões acabam por funcionar o ano inteiro, excepto em Julho e Agosto. Nota-se uma grande diferença no Inverno quando as empresas aproveitam o fim ou início do ano para fazer as reuniões e lançamentos. Num mês como Janeiro ou Fevereiro essas reuniões têm um peso muito grande na propriedade. Num mês como Maio ou Junho, em que há muitos congressos e eventos em Lisboa que acabam por chegar a Cascais - porque Lisboa com a forte taxa de ocupação que tem acaba por fazer chegar a Cascais esses eventos - aí sentimos que é mais diluído. Numa taxa de ocupação na casa dos 90% a 100% esses 20 a 30% de reuniões não têm tanto peso como têm num Janeiro com taxas de ocupação na casa dos 40/50%.


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