Espanha foi o único dos grandes emissores europeus a crescer em 2018 na hotelaria portuguesa

14-02-2019 (16h26)

Gráfico: INE
Gráfico: INE

Quatro dos cinco principais emissores europeus para a hotelaria portuguesa evoluíram em baixa no ano passado, acumulando uma quebra de 1,3 milhões de dormidas, que apenas muito parcialmente foi compensada pelo aumento da única excepção, de Espanha, cujos residentes fizeram mais 78,3 mil que em 2017.

Os dados publicados hoje pelo INE mostram os residentes no Reino Unido com a maior quebra de pernoitas do ano, com menos quase 698 mil que em 2017 (-7,5%, para 8,59 milhões), seguidos pelos residentes nos Países Baixos, com menos 271 mil (-11,4%, para 2,1 milhões), residentes na Alemanha, com menos 240 mil (-4,3%, para 5,4 milhões) e residentes em França, com menos 108 mil (-2,7%, para 3,86 milhões).

Ainda assim, Reino Unido e Alemanha mantiveram-se os dois maiores emissores internacionais para a hotelaria portuguesa, representando , respectivamente, 14,9% e 9,4% das dormidas totais e 21% e 13,2% das dormidas de residentes no estrangeiro.

Espanha manteve-se o 3º maior emissor, representando 7,2% das dormidas totais e 10,1% das dormidas de estrangeiros, seguida por França, que representou 6,7% das dormidas totais e 9,4% das dormidas de estrangeiros, e os Países Baixos caíram para 6º maior emissor, depois do Brasil, representando 3,7% das dormidas totais e 5,2% das dormidas de estrangeiros.

Acresce que além de Reino Unido, Alemanha, França e Países Baixos, a hotelaria portuguesa teve ainda quebras de dormidas de residentes na Irlanda (-0,4%, para 1,5 milhões), Itália (-3,7%, para 1,28 milhões), Bélgica (-2,8%, para 855,8 mil), Polónia (-15,4%, para 821,6 mil), Suíça (-4,1%, para 743,2 mil) e Dinamarca (-7%, para 525 mil), evidenciando que a queda de dormidas de estrangeiros no ano passado não é explicável apenas pela falência de companhias aéreas como a Air Berlin, a Monarch ou a Germania.

De facto, os dados do INE mostram que além do mercado dos residentes em Portugal e dos residentes no Brasil, Estados Unidos, Canadá e Espanha, a hotelaria portuguesa teve aumentos apenas de pernoitas de residentes na Suécia (+1,3%,para 682,3 mil) e dos chamados emergentes, agrupados no conjunto “outros” (+1,8%, para 5,52 milhões.

 

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