Empresas hoteleiras ainda estão a recuperar, apesar de 2017 “excelente”

01-03-2018 (14h12)

A hotelaria portuguesa teve um ano de 2017 "excelente", com aumento da RevPAR, ocupação e preço médio, mas as empresas ainda estão a recuperar de um período negativo longo que aconteceu "há muito pouco tempo", frisou a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira.

A receita de quarto por quarto disponível (RevPAR), segundo os dados da AHP apresentados por Cristina Siza Viera esta quinta-feira na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), alcançou os 63 euros, um crescimento de 15% face a 2016.

Lisboa registou a RevPAR mais elevada, com 85 euros, seguido do Algarve, com 66 euros, e Grande Porto, com 63 euros.

Os aumentos mais fortes da RevPAR no ano passado registaram-se em Leiria/Fátima/Templários, em 28%, e Viseu, em 25%, acrescentam os dados da AHP.

“O RevPAR foi sobretudo puxado pelo preço médio por quarto ocupado”, salientou Cristina Siza Vieira, indicando que este indicador cresceu 10%, para 88 euros, com Lisboa a registar o preço médio mais elevado, com 107 euros, e o aumento mais forte, em 14%.

A taxa de ocupação média atingiu os 71%, mais três pontos percentuais que no ano anterior, com a mais elevada a registar-se na Madeira, com 83%, enquanto Lisboa e Porto alcançaram 80% e 76%, respectivamente.

Os dados da AHP indicam que Portugal fechou 2017 com 1.286 hotéis, mais 45 que no ano anterior, com Lisboa a registar o maior aumento, com 18 novas unidades hoteleiras.

Os três indicadores principais, RevPAR, preço médio por quarto ocupado e taxa de ocupação, registaram crescimentos expressivos, resumiu Cristina Siza Vieira, mas “uma andorinha não faz a primavera”.

“Quando comentamos que o estado das empresas ainda está a recuperar de anos muito maus, é isto que estes resultados espelham”, começou por dizer, ao apresentar um gráfico sobre o desempenho da hotelaria portuguesa nos últimos dez anos.

“Foram muitos anos com um RevPAR muito baixo”, que até cresceu em 2011 e voltou a cair em 2012, para 38 euros. “Foram anos muito difíceis”, concluiu.

Os dados da Associação indicam que nos últimos dez anos o RevPAR cresceu 3,7%, o preço médio por quarto ocupado subiu 2,9% e a taxa de ocupação, 0,6 pontos percentuais.

 

Ver também:

Hoteleiros portugueses prevêem receitas, preços e ocupação em alta em 2018

Mais de metade dos hotéis que vão abrir em 2018 estão em Lisboa e no Porto - AHP

 

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