Efeito Páscoa mais cedo apenas ‘mitiga’ desaceleração da procura internacional da hotelaria portuguesa

15-05-2018 (16h25)

O efeito Páscoa mais cedo, com a Semana Santa a celebrar-se em Março, quando em 2017 foi em Abril, conduzindo a um aumento das dormidas em 16,3%, não foi suficiente para que o balanço do trimestre se ficasse num ‘magro’ aumento em 7,6% e porque de parte dos residentes teve um aumento em 10,5%.

Os dados do INE publicados hoje indicam que a hotelaria portuguesa teve 9,479 milhões de pernoitas no primeiro trimestre, mais 667,7 mil que no período homólogo de 2017, mais de metade das quais ou 376,8 mil no mês de Março.

Por outro lado, os dados do INE mostram que esse aumento de 667,7 se ficou a dever em 39% ao mercado dos residentes em Portugal, do qual teve um aumento em 10,5% ou 260,4 mil, para 2,75 milhões, enquanto da parte dos mercado internacionais o aumento foi em 6,4% ou 407,1 mil, para 6,729 milhões.

Os dados do INE permitem verificar adicionalmente que o balanço da procura internacional do alojamento turístico português no primeiro trimestre foi marcado pelas quebras expressivas de dormidas de residentes no Reino Unido (-5,9% ou menos 77,1 mil, para 1,229 milhões), que ainda assim se mantém o emissor internacional nº 1, e nos Países Baixos (-11,7% ou menos 51,6 mil, para 388 mil).

O crescimento, por sua vez, ficou a dever-se aos crescimentos dos mercados dos residentes em Portugal (+10,5% ou mais 260,4 mil, para 2,75 milhões) e em Espanha (+24,2% ou mais 161,7 mil, para 700,2 mil), bem como Brasil (+9,6% ou mais 64,1 mil, para 456,7 mil), França (+11,3% ou mais 56,1 mil, para 551,8 mil), Estados Unidos (+22,3% ou mais 42,3 mil, para 232,2 mil), bem como do conjunto “outros mercados” (+10,3% ou mais 123,5 mil, para 1,318 milhões).

Mas uma avaliação mais rigorosa da evolução este ano apenas poderá ser feita depois do INE divulgar os dados completo do primeiro quadrimestre, que é o primeiro período do ano em que as comparações com o ano transacto não são afectadas pelo efeito de calendário da Páscoa em Março ou em Abril.

 

Clique para mais notícias: Hotelaria portuguesa

Clique para mais notícias: Hotelaria

Clique para mais notícias: Portugal

Share
Tweet
+1
Share
Comentários
Escrever comentário

Outras Notícias

Porto lidera aumento de dormidas na hotelaria em Julho

16-09-2019 (16h32)

O Porto foi o município com o maior aumento de dormidas em Julho, com mais 49,7 mil pernoitas que no mês homólogo de 2018 (+12,2%), mas sem pôr em causa a liderança do município de Lisboa em número de dormidas, com 1,326 milhões, que significaram 16,3% do total do país.

Quebra generalizada da estada média ‘come’ aumento de turistas alojados na hotelaria portuguesa

16-09-2019 (15h31)

O tempo médio de permanência de turistas em alojamentos turísticos portugueses caiu de forma generalizada no mês de Julho, pelo que, levando a que apesar se ter registado um aumento em 5,4% do número de hóspedes, em número de dormidas essa maior afluência de clientes traduziu-se num aumento de apenas 2,2%.

Mês de férias no Brasil ‘dá’ mais 51,7 mil dormidas ao alojamento turístico português

16-09-2019 (14h19)

Apesar das quebras de dormidas de nove dos 16 maiores emissores internacionais, a hotelaria portuguesa acabou Julho com mais 111,6 mil dormidas de turistas residentes no estrangeiros, graças nomeadamente ao aumento de 51,7 mil dormidas de residentes no Brasil, onde o mês de Julho é um dos mais fortes em turismo e viagens.

Maioria dos maiores emissores internacionais faz menos dormidas na hotelaria portuguesa em Julho

16-09-2019 (13h30)

A hotelaria portuguesa teve este mês de Julho quebras de dormidas de nove dos 16 principais emissores internacionais, as maiores das quais de turistas residentes nos Países Baixos (menos 26,5 mil), na Alemanha (menos 22,6 mil), no Canadá (menos 21 mil) e na Bélgica (menos 15 mil).

OTA de hotéis Amoma cessa e culpa “comparadores de preços”

16-09-2019 (11h08)

A agência de reservas hoteleiras Amoma, em www.amoma.com, que no ano passado teve vendas superiores a 500 milhões de euros, anunciou que cessa actividade e não terá como assegurar o respeito pelas responsabilidades contraídas para com os clientes.

Noticias mais lidas