Dionísio Pestana prevê abertura do hotel boutique Pestana Park Avenue já em Janeiro

03-12-2019 (14h42)

O grupo Pestana prevê para o próximo mês a abertura da sua primeira unidade em Nova Iorque, o boutique hotel Pestana Park Avenue, avançou o seu presidente, o empresário e fundador do grupo Dionísio Pestana, que disse ainda à Agência Lusa que espera ter um segundo hotel na grande metrópole norte-americana até ao final de 2020.

Além disso, o grupo lançou em Novembro a primeira pedra para a construção de um hotel em Newark, em parceria com o sócio local e proprietário inicial Seabra, que deverá estar finalizado dentro de 18 meses.

A 100ª unidade do grupo Pestana e primeira em Nova Iorque, o Pestana Park Avenue, representou um investimento de cerca de 30 milhões de euros, mais sete milhões do que inicialmente previsto.

Dionísio Pestana indicou que o grupo está à espera das inspecções finais das respectivas tutelas de Nova Iorque e do certificado final, sem o qual não pode marcar uma data de inauguração, mas prevendo uma pré-abertura para Janeiro.

Quanto ao acréscimo de investimento em sete milhões de euros, Dionísio Pestana avançou que o valor inicial não previa o mobiliário e decoração e acrescentou que já terminado, o hotel tinha “uma qualidade superior do que o projecto inicial”.

“Começámos com um hotel Pestana de quatro estrelas, mas pela localização, pelas vistas, achámos uma mais valia investir mais um pouco, ter melhor acabamento e torná-lo num hotel boutique”, explicou.

O 100.º hotel do grupo localiza-se a distância curta da estação Grand Central, dos icónicos edifícios Empire State e Chrysler Building, Bryant Park e Nações Unidas.

A unidade demorou mais de dois anos a ser construída, nomedamente por “alguns atrasos” devido a “uma obra complicada no sentido das fundações”, mais precisamente para assegurar que o novo edifício tinha uma cave, num sítio de “prédios históricos com 50 ou 60 andares”.

Dionísio Pestana avançou nas mesmas declarações que o director-geral do hotel vai ser José Carlos Fernandes, que já dirigiu as unidades hoteleiras Pestana em Cascais e na Madeira.

O resto da equipa é constituída por portugueses e estrangeiros que conhecem o mercado de Nova Iorque, como a directora de Vendas ou o director de Manutenção, mas “todos os serviços partilhados, como o back office e a parte financeira, são de Portugal”.

Apesar de o processo de licenciamento ter sido “complexo”, Dionísio Pestana comentou que “o timing foi perfeito”, porque que o mayor de Nova Iorque, Bill de Blasio, entretanto “suspendeu todas as licenças futuras de hotéis nessa zona”, o que dá uma “vantagem competitiva” à unidade portuguesa.

O segundo hotel em Nova Iorque, um Pestana CR7, estará acabado até final de 2020, disse Dionísio Pestana à Lusa, explicando que será um “produto diferenciado e original” e dirigido a um segmento de mercado “mais jovem e mais criativo”, na 39 Street, nas proximidades de Times Square.

O grupo hoteleiro tem “maiores expectativas ainda” para o Pestana CR7, que vai ser uma “novidade para este mercado, principalmente para o público latino e aqueles que acompanham o futebol”, comentou Dionísio Pestana.

Com os dois novos hotéis em Nova Iorque e o futuro hotel em Newark, Nova Jérsia, a menos de 20 quilómetros de distância, o grupo Pestana espera consolidar a presença no mercado norte-americano, de 350 milhões de habitantes, e atrair o interesse destes para conhecerem Portugal.

Dionísio Pestana considerou que “a oferta estabilizou” e a procura “continua a crescer” em Miami, onde o grupo abriu o seu primeiro hotel nos Estados Unidos, em 2013.

“O plano de expansão está forte”, disse o presidente do grupo hoteleiro, adiantando que prevê a abertura de mais sete unidades no próximo ano e outras cinco entre os anos 2021 e 2023.

No próximo ano, além de Nova Iorque, o grupo prevê abrir dois hotéis em Lisboa, dois no Porto e os restantes na Madeira, Algarve, Madrid e Marraquexe.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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