Convento do Carmo em Moura recebeu duas propostas para exploração

01-08-2019 (10h23)

A Câmara de Moura, no Alentejo, anunciou que foram apresentadas duas propostas para concessão de exploração como empreendimento turístico do Convento do Carmo, situado na cidade, ao abrigo do programa Revive.

No âmbito do concurso público para concessão de exploração do Convento do Carmo, ao abrigo do Revive, cujo prazo para apresentação de propostas terminou na terça-feira, foram apresentadas duas candidaturas, refere o município de Moura, no distrito de Beja, num comunicado enviado à agência Lusa.

Conforme definido nos trâmites do concurso, as propostas vão ser analisadas pelo júri "no decorrer das próximas semanas", indica o município, referindo que, através do Revive, pretende-se transformar o convento numa unidade hoteleira com classificação mínima de quatro estrelas e 50 quartos e o contrato de concessão prevê um investimento de cerca de oito milhões de euros.

A autarquia mostra-se "bastante optimista" em relação ao desenrolar do processo, frisando que o surgimento das propostas de dois investidores interessados na exploração do Convento do Carmo "resulta do trabalho desenvolvido" por técnicos do município, do Turismo de Portugal, da Direção Geral do Património Cultural e da Direção Regional de Cultura do Alentejo.

O concurso para concessão do convento havia sido lançado a 14 de Dezembro de 2018 e o prazo inicial para investidores interessados apresentarem propostas de recuperação e posterior exploração do monumento tinha terminado a 16 de Abril deste ano e depois sido prorrogado, pela primeira vez, até dia 15 de Julho, e, pela segunda vez, até terça-feira.

O Convento do Carmo é um dos 33 imóveis inscritos no Revive, um programa conjunto dos ministérios da Economia, da Cultura e das Finanças com colaboração das autarquias abrangidas e que prevê ceder imóveis públicos a privados para serem recuperados e usados para atividades económicas.

O Convento do Carmo, o primeiro da Ordem dos Carmelitas fundado na Península Ibérica, em 1251, é constituído pela Igreja de N. Sra. do Carmo e por um claustro, que juntos compõem um conjunto classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1944, e por um complexo conventual.

De acordo com o Revive, toda a área do convento, à exceção da igreja, vai ser afeta à concessão a privados.

Segundo a Câmara de Moura, o convento está situado no centro histórico da cidade e tem "um inestimável valor patrimonial e sentimental para os habitantes do concelho".

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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