Castelo de Cerveira vai ser um 4-estrelas após investimento de três milhões de euros

23-10-2019 (15h50)

O Castelo de Vila Nova de Cerveira, no Alto Minho, vai ser transformado num hotel de 4-estrelas com 41 quartos, restaurante e ginásio, num investimento de três milhões de euros, estando previsto abrir em 2021.

Um comunicado da Secretaria de Estado do Turismo indica que a concessão do castelo foi ganha em concurso no âmbito do Revive pela Eurico da Fonseca, que desenvolveu o projecto do Palácio de São Bento da Vitória, no Porto.

“A proposta que venceu o concurso atingiu praticamente o triplo do valor base do concurso, correspondendo a uma renda anual de 33.500 euros anuais (o valor base estava fixado em 13.260 euros)”, sublinha a nota de imprensa.

“O Castelo de Vila Nova de Cerveira é um castelo medieval de estilo gótico, construído em 1320 por ordem do rei D. Dinis, e que alberga a antiga Igreja da Misericórdia, a antiga Casa dos Governadores, a cadeia e outros anexos”, tendo sido adaptado a Pousada entre 1982 e 2008, indica o comunicado.

O imóvel encontra-se no centro de Vila Nova de Cerveira e junto à estação ferroviária, tendo uma “vista privilegiada para o Rio Minho, que traça a fronteira natural com Espanha”.

Com o Castelo de Vila Nova de Cerveira, o Governo contabiliza 11 imóveis adjudicados ao abrigo do Programa Revive, “o que representa um investimento de 103 milhões de euros”.

Foram lançados concursos para 19 imóveis no âmbito do Revive, estando abertos os concursos para a concessão do Mosteiro de Lorvão, em Penacova, do Forte da Ínsua, em Caminha, do Mosteiro de São Salvador de Travanca, em Amarante, e do Paço Real de Caxias, em Oeiras.

A secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, citada em comunicado, afirma que “a conclusão do concurso do Castelo de Vila Nova de Cerveira é uma excelente notícia para a requalificação e valorização deste espaço extraordinário e para a criação de alojamento que responda à procura crescente no Alto Minho”.

“A recuperação deste imóvel com 700 anos de história será um importante fator de geração de riqueza e de criação de emprego e comprova a importância do Revive na recuperação do nosso património público”, acrescentou.

A secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, por sua vez, salientou “a importância deste passo para a preservação e dinamização do património cultural português, peça chave da nossa identidade histórica, mas igualmente desafiante para o futuro de todos nós”.

“O Castelo de Vila Nova de Cerveira deve convocar-nos para o compromisso efetivo de devolvermos o património às pessoas, dinamizando-o com a criação, também nestes espaços, de mais e melhor oferta cultural para os cidadãos”, concluiu.

O primeiro concurso para a concessão do imóvel foi lançado pelo Turismo de Portugal em Janeiro, tendo concorrido duas empresas. O concurso acabou "extinto" por "razões administrativas" (clique para ler: Turismo de Portugal abre novo concurso para a concessão do Castelo de Vila Nova de Cerveira). Em Julho avançou nova tentativa, a que concorreram três empresas (clique para ler: Castelo de Vila Nova de Cerveira recebeu três propostas para exploração).

O impasse em que o processo se encontrava desde 2008 levou mesmo, em 2011, no mandato do executivo anterior, à desistência de um grupo alemão interessado em criar um hotel de charme ligado às artes.

O estado de "avançada degradação" em que se encontra o imóvel levou a Assembleia Municipal a aprovar, em 2015, uma moção intitulada "Em Defesa da Clarificação do Futuro do Castelo".

A Pousada foi inaugurada a 3 de Setembro de 1982 e possuía restaurante, bar e 29 quartos, alguns com pequenos pátios totalmente privados para os seus hóspedes.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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