Brasil assegurou quase 15% do aumento de dormidas na hotelaria portuguesa no 1º quadrimestre

14-06-2017 (13h05)

O Brasil foi o mercado internacional que mais contribuiu para o aumento de dormidas na hotelaria portuguesa nos primeiros quatro meses deste ano, a ele se tendo ficado a dever 14,86% do aumento verificado no quadrimestre, com 17,54% se se considerarem apenas as pernoitas de turistas residentes no estrangeiro.

As estatísticas divulgadas hoje pelo INE indicam que o alojamento turístico português acolheu 13,88 milhões de dormidas nos primeiros quatro meses deste ano, com um aumento em 11,2% ou 1,39 milhões relativamente ao período homólogo de 2016.

O primeiro mercado foi o dos residentes em Portugal, que foi a origem de 27,6% das dormidas do período, num total de 3,83 milhões, +15,3% ou mais 213,5 mil que no primeiro quadrimestre de 2016.

Entre os mercados internacionais, o tradicional líder Reino Unido manteve-se o primeiro emissor, com 15,1% das dormidas totais no alojamento turístico português, num total de 2,09 milhões, +8,1% ou mais 156, 6 mil que há um ano.

O Brasil, pelo total de dormidas foi o 6º emissor internacional, com 550,7 mil dormidas (4% do total), que significam um aumento em 60,5% ou 207,5 mil em relação ao primeiro quadrimestre de 2016, um período em que a sua presença no alojamento turístico esteve em queda.

Assim, embora representando 4% das dormidas totais e 4,9% das dormidas de residentes no estrangeiro, o Brasil foi o mercado que mais contribuiu para o crescimento das pernoitas no primeiro quadrimestre, assegurando 14,86% do aumento total e 17,54% do aumento dos mercados internacionais.

Os cálculos do PressTUR revelaram que o mercado doméstico foi a origem de 15,3% do aumento de dormidas no quadrimestre (mais 213,5 mil) e os mercados internacionais asseguraram 84,7% (mais 1,18 milhões), com 14,9% do Brasil (mais 207,5 mil), 11,2% do Reino Unido (mais 156,6 mil), e 10,7% da Alemanha (mais 149,3 mil).

Depois evidenciaram-se França, com 6% (mais 84 mil), Espanha, com 5% (mais 70,2 mil), Estados Unidos, com 4,6% (mais 64,9 mil), Polónia, com 3,4% (mais cerca de 47 mil), Países Baixos, com 3,3% (mais 45,5 mil), Irlanda, com 2,7% (mais 37,2 mil), Bélgica, com 1,6% (mais 21,7 mil), Itália, com 1,4% (mais 19,2 mil), a que há que acrescentar 19,1% do conjunto de mercados não especificados (mais 266,8 mil).

A Suécia é o único dos emissores para a hotelaria portuguesa com dados publicados pelo INE a ter uma quebra de dormidas na hotelaria portuguesa no primeiro quadrimestre, com uma descida de 2,9% ou 6,5 mil.

Os dados do quadrimestre incorporam, obviamente, o forte aumento verificado no mês de Abril, relativamente aos quais o INE reconhece a influência de ter sido o mês da Páscoa e estar a comparar-se com um mês sem Páscoa, ao contrário do que fez relativamente a Março, em que ignorou estar a comparar um mês sem Páscoa com um mês com Páscoa.

“Páscoa impulsiona actividade na hotelaria”, diz desta vez a informação do INE, cujos dados indicam aumentos em Abril em 20,2% do número de hóspedes, em 23,2% do número de dormidas, com +26,3% do mercado doméstico e +22,1% dos internacionais, em 29,1% dos proveitos totais, em 32,3% dos proveitos de aposento e em 29,9% da RevPAR.

No quadrimestre, em que se esbate o ‘efeito de calendário’, a hotelaria portuguesa teve aumentos em 10,9% do número de hóspedes, em 11,2% das dormidas, com +5,9% do mercado doméstico e +13,3% dos internacionais, em 18,7% dos proveitos totais, em 19,8% dos proveitos de aposento e em 18,6% da RevPAR.

 

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