Alojamento local capta metade das ‘novas dormidas’ em Portugal este ano

16-11-2019 (09h48)

Os estabelecimentos de alojamento local acumulam no final de Setembro um aumento de 900,4 mil dormidas em relação aos primeiros nove meses de 2018, o que equivale a cerca de metade do aumento global de dormidas em todas as formas de alojamento turístico em Portugal, que é em 1,867 milhões.

Os dados do INE publicados hoje indicam que o alojamento local terminou os primeiros nove meses com um aumento médio de dormidas em 15,1%, que compara com uma subida média em 4% no conjunto dos meios de alojamento turístico portugueses, a qual baixa para 2,4% quando se exclui o crescimento no alojamento local.

Ainda assim, este segmento concentra apenas 15,1% dos total de dormidas em alojamento turístico em Portugal, enquanto os hotéis concentram 59%, embora enquanto o alojamento local reforça a sua quota em relação aos 12,9% dos primeiros nove meses de 2018, os hotéis baixam, pois no ano passado tinham 59,7%.

Os dados do INE, que indicam que o alojamento turístico português atingiu um total de 48,3 milhões de dormidas nos primeiros nove meses deste ano, que é um novo recorde para este período do ano, com um aumento em 4% ou 1,867 milhões face ao período homólogo de 2018, o maior aumento é mesmo no alojamento local, que está com mais 900,4 mil dormidas, atingindo um total de 6,879 milhões.

Seguem-se os hotéis, com mas 756,7 mil dormidas que há um ano (+2,7%, para 28,47 milhões, com os maiores contributos a virem das unidades topo de gama, dos 4-estrelas, com mais 284,2 mil dormidas (+2,1%, para 13,9 milhões), e dos 5-estrelas, com mais 283,8 mil dormidas (+5,5%, para 5,49 milhões).

O crescimento mais forte do período, no entanto, é o que se verifica nos hotéis-apartamentos de 5-estrelas, que têm um aumento das dormidas em 48,4%, o qual significa mais 244,3 mil dormidas que nos primeiros nove meses de 2018, atingindo um total de 749,3 mil.

Em quebra em relação aos primeiros nove meses de 2018 estão os hotéis-apartamentos de 4-estrelas (-0,4%, para 3,87 milhões) e de 3 e 2-estrelas (-9,9%, para 981,5 mil), bem como as pousadas e quintas de Madeira (-4,4%, para 552,4 mil) e ainda os aldeamentos turísticos (-4,3%, para 1,8 milhões).

 

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