Açores prevê aumentar capacidade hoteleira em 3.600 mil camas nos próximos dois/três anos

09-04-2018 (11h31)

Foto: Visit Azores
Foto: Visit Azores

O director regional do Turismo dos Açores, Filipe Macedo, prevê que nos próximos dois a três anos, com base nos projectos de empreendimentos turísticos aprovados, a capacidade hoteleira da região aumente em cerca de 3.600 camas.

“Neste momento, temos disponíveis mais de 21 mil camas, prevendo-se, com base nos pareceres favoráveis emitidos pela Direcção Regional do Turismo, referentes a projectos de empreendimentos turísticos, um incremento, nos próximos dois a três anos, de aproximadamente 3.600 camas”, afirmou Filipe Macedo.

O governante, que falava na sexta-feira no Museu Municipal de Santa Cruz das Flores, sublinhou que o “crescimento do lado da oferta tem sido acompanhado e, porque não dizê-lo, impulsionado pela procura, que entre 2014 e 2017, quase que duplicou o número de dormidas da região, fazendo atingir a barreira histórica de quase dois milhões e quatrocentas mil dormidas [em 2017], o que se tem reflectido muito positivamente nas taxas de ocupação hoteleira dos Açores”.

As ilhas das Flores e do Corvo, do grupo Ocidental, acompanharam a “tendência de crescimento”, tendo a segunda registado no ano passado 1.200 dormidas e a primeira, 41 mil.

O director regional do Turismo admitiu porém que a "actual dinâmica turística" obriga a "ajustes contínuos" por parte do Governo Regional, sendo que o executivo açoriano reforçou este ano o quadro da Inspeção Regional do Turismo com o aumento "de cinco para nove inspectores".

"Não seríamos correctos ao afirmar a inexistência de alojamento ilegal na região e a inspecção confronta-se com o mesmo na sua actividade diária, mas, fruto do trabalho que tem sido desenvolvido, grande parte dos alojamentos licenciados mais recentes, proveem de acções de deteção de alojamento ilegal, promovidas por esta inspecção", realçou.

O governante garantiu, no entanto, que "muitos" dos alojamentos que se encontravam ilegais "estão já regularizados ou em fase de licenciamento" sendo que decorrem actualmente "acções tendo em vista detectar eventuais novos alojamentos não registados".

(PressTUR com Lusa)

 

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