Director-geral da MSC prevê um crescimento "muito superior ao que tivemos no ano passado"

11-06-2018 (16h53)

Eduardo Cabrita e Laura Santinhos
Eduardo Cabrita e Laura Santinhos

Eduardo Cabrita aponta para um crescimento a dois dígitos

O director-geral da MSC para o mercado português, Eduardo Cabrita, afirmou em Génova no âmbito do baptismo do MSC Seaview, que prevê fechar este ano com um crescimento a dois dígitos, "muito superior" ao do ano passado (7,8%).

A escolha deste tipo de férias em detrimento de outras opções e a sua reserva com maior antecedência são dois factores que contribuem para o crescimento do mercado português de cruzeiros, do qual a MSC conta com uma fatia de cerca de 40%, afirmou o director em conversa com a imprensa portuguesa.

No que diz respeito ao crescimento da MSC no mercado português, "acredito que vamos acabar com dois dígitos, sem sombra de dúvidas que sim, e muito superior ao que tivemos no ano passado, que foi cerca de 8%", afirmou Eduardo Cabrita.

No ano passado, segundo o director da MSC, foram registados 55.000 passageiros no mercado português, e para este ano de 2018 a previsão é que esse número aumente e que esse aumento seja "muito mais do que simplesmente os 8%, ou 9%, ou 10% que às vezes Portugal acaba por ter de crescimento".

"Não são as saídas e chegadas a Portugal que fazem o grande volume para nós", continuou, mencionando que a MSC dispõe de cerca de 3/5 partidas e chegadas a Lisboa e de partidas e chegadas ao Funchal de dois em dois anos. "Se somarmos estes números todos [...] 20% são as saídas e chegadas a Lisboa ou ao Funchal, os outros 80% dividem-se muito pelo Mediterrâneo, Norte da Europa [...] Caraíbas, com Cuba e com partidas de Miami muito fortes".

"Especialmente o Norte da Europa", destacou o director-geral, "está a ser nos últimos três anos, um destino fenomenal, tanto no lado dos Fiordes como do lado do Báltico". "As pessoas estão a começar a efectuar outro tipo de cruzeiros e a pensar noutro tipo de destinos que [neste caso] é o Norte da Europa".

Para o cruzeiro de volta ao mundo em 2019, Eduardo Cabrita relembrou que a viagem vai contar com cerca de uma centena de portugueses (clique para ler: MSC Preziosa em Lisboa sobe a fasquia para a MSC em Portugal).

No que diz respeito a reservas para 2020 afirmou que "agora, depois do primeiro cruzeiro ser novidade, o ritmo não está da mesma forma", mas por outro lado, explicou, "quando começámos e lançámos o [cruzeiro de] 2019 estávamos a ano e meio" de distância, enquanto que as reservas para o cruzeiro de 2020 foram disponibilizadas com mais de dois anos de antecedência.

"Acredito que até 2020 até podemos ultrapassar esse número [de passageiros portugueses]", completou.

Para o mercado mundial, as reservas para 2020 são elevadas e "já estamos a pensar em Abril de 2021".

No que diz respeito a outros destinos, a companhia está a analisar o mercado de Cuba e das Caraíbas, para o qual tem previstos cruzeiros com saída de Miami com dois a dois dias e meio em Cuba.

A Ásia, com destaque para a China e o Japão, vai contar com presença da MSC à medida que a frota for alargada, sendo que a Austrália também está nas cogitações da linha de cruzeiros.

Clique para ver mais: Cruzeiros


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