Royal Caribbean cancela escalas em Cuba por causa de proibições dos Estados Unidos

07-06-2019 (10h09)

Foto: Royal Caribbean
Foto: Royal Caribbean

A Royal Caribbean alterou os seus itinerários nas Caraíbas que incluem escala em Cuba, na sequência das proibições aplicadas pelo Governo dos Estados Unidos da América.

“Em resposta à mudança de política do governo dos E.U.A. que impõe restrições imediatas às viagens de navios de cruzeiro entre os EUA e Cuba,  informamos os nossos hóspedes que foi feita uma revisão e reduzido o número de itinerários com escalas em portos cubanos”, informa a empresa, representada em Portugal pela Melair Cruzeiros.

Todas as viagens este ano nos navios Majesty of the Seas e Empress of the Seas “terão portos alternativos nas Caraíbas”, sublinha o comunicado.

Os hóspedes podem “cancelar a sua reserva actual com reembolso total ou manter a data de partida com o novo itinerário e receber o reembolso de 50%”.

A empresa acrescenta que está “a trabalhar em itinerários alternativos para as viagens de 2020”. Sobre essas propostas, a empresa indica que irá “partilhar esses detalhes com os hóspedes e agentes de viagem, assim que estiverem disponíveis”.

Segundo a Associação Internacional de Linhas de Cruzeiros (CLIA), a decisão do Governo dos Estados Unidos de proibir viagens culturais e educacionais em grupo a Cuba pôs em causa cerca de 800 mil reservas de cruzeiros.

Na terça-feira, os Estados Unidos impuseram novas sanções contra Cuba proibindo, para além de viagens culturais e educacionais em grupo para a ilha, a exportação de barcos e aviões privados e comerciais.

Os Estados Unidos, que acusam as autoridades cubanas de apoiar os regimes de Nicolás Maduro na Venezuela e Daniel Ortega na Nicarágua, aumentaram em Abril a sua lista negra de empresas cubanas que não podem beneficiar de transacções financeiras directas dos EUA, incluindo o grupo de turismo Gaviota, ligado ao exército cubano.

 

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