Turismo “é a razão de ser” do programa Portugal Stopover da TAP, Fernando Pinto

05-07-2016 (22h33)

O turismo “é a grande aposta do nosso país e a grande aposta da TAP. É razão de ser deste programa” começou por afirmar o presidente da TAP, Fernando Pinto, na apresentação do novo programa da companhia para cativar passageiros em trânsito por Lisboa ou pelo Porto a permanecer alguns dias no país, baptizado Portugal Stopover.

Anfitrião de uma cerimónia com pompa e circunstância no Páteo da Galé, Terreiro do Paço, hoje à tarde, com a presença, entre outros, do ministro da Economia e do presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Pinto, evidenciou que a companhia deposita esperanças acrescidas num programa que na essência é uma recriação de um programa que a companhia já teve para o mercado brasileiro e que, tal como o Portugal Stopover, tinha por conceito base levar passageiros a suas escalas de aeroporto em shortbreaks turísticos.

Além de “incentivar a permanência” no país de passageiros que planeavam seguir para outros destinos, o Portugal Stopover também vai permitir “criar um novo eixo atlântico preferencial nas ligações” entre a América, a Europa e África, anunciou Fernando Pinto.

Sem deixar de frisar “nós e o conjunto dos nossos parceiros, queremos implementar ainda mais turismo”, Fernando Pinto também destacou que o programa estende-se, além dos Estados Unidos, ao Brasil, África e Europa, para concluir que “o que nós queremos efectivamente é criar um novo eixo atlântico preferencial nas ligações entre esses três continentes”, América, Europa e África.

Ainda na sua intervenção, Fernando Pinto apresentou o Portugal Stopover como “um programa inédito na concepção e na construção, na forma como as parcerias se uniram em torno de um ideal – e não são poucas, estamos a falar de 150 parceiros só para iniciar esse programa – feito em tempo recorde”.

Um dos efeitos será “incentivar a permanência dos passageiros que muitas vezes tinham pura e simplesmente a intenção de seguir para outros destinos”, acrescentou.

Relativamente aos Estados Unidos, um dos destinos/origens da TAP em que os passageiros podem usufruir do programa, Fernando Pinto salientou que “é o momento certo para conquistar esse mercado”, refetindo que “de acordo com o barómetro da Comissão Europeia de Turismo só este ano 27 milhões de norte-americanos irão chegar à Europa” e concluindo: “tenho a certeza de que uma grande fatia irá vir para aqui”.

Antes da sua intervenção, em declarações aos jornalistas, Fernando Pinto afirmou que o programa “é um investimento partilhado”, em que “cada empresa participou com a sua parte”.

“Não temos um investimento individual e não sabemos o conjunto, não temos esse valor”, explicou, acrescentando que “foi uma participação de todos”, com “descontos nas suas ofertas”.

Para David Neeleman, accionista da TAP através do consórcio Atlantic Gateway, também presente no Páteo da Galé, o programa “é bem importante para o país”.

Neeleman, em declarações aos jornalistas, disse que antecipa que muitos passageiros “vão parar aqui dois/três dias, e nós estamos convencidos que quando eles fizerem isso vão voltar e vão falar para todos os amigos que têm que visitar Portugal”.

Idêntico optimismo expressou o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, que na sua intervenção na apresentação do Portugal Stopover disse considerá-lo “um excelente programa que vai ajudar a cidade de Lisboa e vai ajudar o País e que merece naturalmente o nosso agradecimento e reconhecimento pela iniciativa”.

Fernando Medina destacou ainda na sua intervenção que se trata de “um programa inteligente”, que é no fundo aproveitar para mostrar a cidade a passageiros que já teriam “que a aterrar no aeroporto”, de qualquer forma.

No mesmo sentido concorreu a intervenção do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, que encerrou os discursos no lançamento do programa, afirmando que é uma iniciativa que “abre perspectivas para que mais turistas venham a Portugal”.

“Os Estados Unidos é um dos três maiores mercados emissores de turistas do mundo”, com um nível de gastos elevado, salientou Manuel Caldeira Cabral, frisando que, desse modo, o programa “insere-se bem na nossa estratégia” de procurar receber mais turistas e, em simultâneo, “aumentar a receita por turista”

“Este stopover é um ponto importante de afirmação de Portugal como um hub para as Américas, Europa e África”, acrescentou o ministro.

 

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