TAP prevê ter “em breve” voos em code-share Lisboa – Pequim, via Xi’an, diz Miguel Frasquilho

15-01-2019 (17h17)

Foto: TAP
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O presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho, disse hoje que a companhia prevê ter “em breve”, previsivelmente “em Fevereiro ou Março”, um acordo de code-share com a Beijing Capital Airlines para vender os seus voos entre Lisboa e Pequim, via Xi’An.

Miguel Frasquilho, que falava num encontro promovido pela Associação de Hotelaria de Portugal (AHP), assinalou que, porém, no processo de lançamento do voo Lisboa – Pequim, via Xi’An, a TAP é “parceiro passivo”.

As informações que a TAP recebeu, segundo Frasquilho, são de que a “configuração anterior [voo Hangzhou - Pequim - Lisboa] não seria rentável”.

A Beijing Capital Airlines informou os seus clientes em finais de Agosto de 2018 que iria suspender entre Outubro e Março os voos de Hangzhou para Lisboa, via Pequim (clique para ler: Beijing Capital Airlines suspende voos Lisboa – Pequim de Outubro a Março e Beijing Capital não avançou previsão de retoma dos voos da China para Lisboa).

Cerca de um mês e meio depois do anúncio da suspensão da rota, a Beijing Capital Airlines pediu autorização às autoridades chinesas para iniciar um voo directo entre Xi’an e Lisboa, que previa iniciar ainda em Dezembro (clique para ler: Capital Airlines pede para ter voo directo entre o Noroeste da China e Lisboa).

Ainda nesse mês, o ministro português dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Sivla, em visita ao Sul da China, afirmou esperar que a Beijing Capital Airlines retome o voo entre Pequim e Lisboa.

“Espero que as dificuldades passem e que a ligação aérea possa ser retomada”, afirmou Augusto Santos Silva à agência Lusa.

A Beijing Capital Airlines é uma das subsidiárias do grupo chinês HNA, que enfrenta uma grave crise de liquidez, depois de ter fechado o ano passado com uma dívida de 598 mil milhões de yuan (cerca de 77 mil milhões de euros ao câmbio actual).

Contactada pela Lusa, na altura em que anunciou a suspensão do voo, a Capital Airlines recusou esclarecer os motivos para a suspensão da rota para Lisboa, apontando apenas “razões operacionais”.

Santos Silva lembrou que existe uma “necessidade real” para a ligação, referindo a taxa de ocupação média era superior a 80%.

“É a prova de que existe procura e que o voo vem responder a uma necessidade real”, disse, ignorando que ocupação não chega para rentabilizar uma operação.

Questionado sobre a possibilidade de uma outra ligação, depois de a Capital Airlines ter pedido autorização às autoridades da China para iniciar um voo directo entre Xi'an, no Noroeste do país asiático, e Lisboa, Santos Silva mostrou-se favorável, mas sublinhou que a ligação à capital chinesa é “muito importante”.

“Não temos nada a objectar, evidentemente, a que haja outras ligações aéreas, e quanto mais melhor, mas a ligação Pequim-Lisboa é muito importante, e esses foram os termos da iniciativa em que resultou o lançamento do voo”, afirmou.

Em 2017, o número de chineses que visitaram Portugal cresceu 40,7%, para 256.735, segundo o INE.

Dados do Banco de Portugal recolhidos pelo PressTUR mostraram, por sua vez, que os gastos de turistas chineses em Portugal subiram 79,9% ou 57,57 milhões de euros em 2017, totalizando 129,58 milhões de euros, o que posicionou a China como o 18º maior emissor em contribuição para as chamadas receitas turísticas.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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