TAP perspectiva ter mais voos para Angola “antes do Verão”, de onde já repatriou “quase 70%” dos capitais retidos

13-12-2018 (18h16)

Foto: A. Doumenjou/Airbus
Foto: A. Doumenjou/Airbus

A TAP deverá ter mais dois ou três voos semanais entre Portugal e Angola “antes do Verão”, segundo o seu CEO, Antonoaldo Neves que informou ainda que a companhia já recuperou “quase 70% dos recursos” que estavam retidos nesse país.

O reforço será “entre duas a três frequências, ainda não está definido”, disse Antonoaldo Neves num encontro de jornalistas, em Lisboa, no qual David Neeleman, accionista de referência, lembrou haver actualmente sete frequências.

O empresário salientou que o aumento do número de voos é possibilitado pela chegada à TAP de novos aviões. “Precisamos de aeronaves para o fazer. A data indicativa para o fazer é antes do Verão, para ter no Verão mais frequências. Mas é indicativo”, disse.

Sobre a transferência de divisas, o CEO referiu que se conseguiu repatriar “quase 70% dos recursos” que estavam em Angola.

A operação “deu um conforto muito grande de que nós operamos num país onde a repatriação é um processo normal”.

“Hoje é uma operação totalmente normal, quando no passado não havia autorização na frequência que há este ano para repatriar os recursos que são necessários para pagar todos os investimentos que temos aqui”, notou o gestor.

Em Setembro, no âmbito da visita oficial do primeiro-ministro, António Costa, a Angola, os governos dos dois países assinaram uma convenção para acabar com a dupla tributação e um memorando para o início de um processo de regularização das dívidas a empresas portuguesas

Fonte diplomática referiu na altura à Lusa que o montante global de dívidas estimado no mínimo (embora não oficialmente) seria entre os 400 milhões e os 500 milhões de euros, e que na situação específica da TAP, fora dos processos de regularização, teria recuperado 440 milhões dos 540 milhões de dólares norte-americanos que teve em atraso.

Em Julho, o ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), Augusto Santos Silva, afirmou que o Governo angolano estava a tomar medidas para permitir o acesso de empresas portuguesas a divisas internacionais, devendo resolver “brevemente” o problema da TAP.

Em relação à transferência de divisas, o MNE destacou o papel “muito importante” do Banco Nacional de Angola, que, disse, “tem tomado medidas” para que as empresas que tinham receitas retidas por dificuldade de acesso a divisas internacionais vejam o seu problema resolvido.

“É designadamente o caso da TAP”, especificou o ministro, acrescentando que Angola previa que o processo relativo à companhia de aviação estivesse “finalizado muito brevemente”.

O jornal “Público” noticiou, em Abril, que a transportadora aérea tinha mais de 120 milhões de euros retidos em Angola, na maioria aplicados em títulos de dívida de curto prazo para proteger o dinheiro retido por dificuldades na obtenção de divisas para a expatriação do capital.

Algumas companhias, nomeadamente a portuguesa TAP, já tinham restringido o pagamento em moeda nacional angolana (kwanza) a viagens apenas com origem em Luanda, devido à falta de divisas para repatriar as receitas.

Dados de tráfego de passageiros no Aeroporto de Lisboa a que o PressTUR teve acesso indicam que as ligações com Angola, em que a TAP compete com a angolana TAAG, somaram 451.461 passageiros entre Janeiro a Novembro deste ano, +7,3% que no período homólogo de 2017.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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