TAP passa a aplicar sobretaxa de combustível por classes de reserva

21-06-2016 (12h50)

A TAP deu mais um passo para ‘desligar’ a taxa YQ, conhecida como sobretaxa de combustível, inicialmente para atenuar o impacto da escalada de preços do fuel, dessa sua origem, passando a adoptar um modelo em que a taxa é determinada tanto pela distância voada como pela classe da tarifa comprada pelo passageiro.

Uma informação da companhia às agências de viagens portuguesas mostra que, por exemplo, em voos de médio curso, entre os quais inclui as ligações intra-europeias e os voos de/para Marrocos e Argélia, em classe económica a companhia passa a ter cinco valores de sobretaxa de fuel por percurso, correspondentes a dez classes de reserva, que oscilam entre dez e 43 euros.

O valor de dez euros é para reservas nas classes O e T, seguindo-se 15 euros nas classes E e U, vinte nas classes L e K, trinta nas classes A e W e 43 na V.

Nas reservas em executiva, o valor da taxa é de 50 euros.

Este modelo também foi aplicado para os voos domésticos, mostra a informação da TAP a que o PressTUR teve acesso, a qual assinala que, porém, não alterou a sua opção de não ter sobretaxa de fuel autónoma nos voos para os Açores e para a Madeira.

As sobretaxas em voos domésticos  em económica são dez euros nas reservas nas classes O e T, 15 euros nas classes E e U e 20 nas restantes.

Em executiva são 30 euros.

Tradicionalmente as companhias já cobravam mais por reserva em executiva, atendendo a que os passageiros estavam a ocupar mais espaço de avião, mas para económica, as diferenças de valor eram apenas em função da distância voada.

Esta lógica, aliás, persiste nos voos intercontinentais e que a TAP prevê cinco valores por percurso em função das distâncias dos destinos.

Em classe económica os valores são 115 euros para Cabo Verde, 130 para Senegal, Gana e São Tomé, 165 para Moçambique e Angola, 146 para Estados Unidos e 165 para América Central e Brasil.

Os valores em executiva são 170 euros para Cabo Verde, Senegal, Gana e São Tomé, 210 para Moçambique e Angola, 196 para os Estados Unidos e 210 para América Central e Brasil.

A informação da TAP a que o PressTUR teve acesso ‘atesta’ que o novo modelo já está carregado nos sistemas de reservas e em pleno funcionamento.

Uma fonte do mercado disse entretanto ao PressTUR que a “reestruturação tarifária” a que a TAP procedeu dessa forma não implica alterações significativas do preço final dos voos que é o que conta para os passageiros.

A TAP começou por informar as agências de viagens em 25 de Maio que estava a iniciar “um processo de alteração generalizada dos pacotes tarifários na Europa e Domésticos”, acrescentando que “a maioria dos destinos serão impactados, com vendas imediatas e viagens a partir de 17 de Junho de 2016”.

“Estas alterações derivam de um novo processo de otimização tarifária (FCO – Fare Class Optimization), o qual tem impacto nos tarifários dos destinos Europeus”, explicava essa informação, na qual a companhia referia que “de forma genérica”, as mudanças consistiam na “alteração de valor da taxa de YQ em diversos RBD’s – Domésticos e Europa”, “retirada de AP’s em alguns níveis tarifários”, “introdução de novos níveis tarifários em subclasses anteriormente não utilizadas, como por exemplo as classes L e A” e “ajustamento de valores em toda a estrutura dos pacotes tarifários”.

 

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