TAP fecha o ano com prejuízos de 95,6 milhões

21-02-2020 (17h51)

Foto: A. Doumenjou/Airbus
Foto: A. Doumenjou/Airbus

A companhia portuguesa de aviação TAP perdeu mais 95,6 milhões de euros no ano passado, com um agravamento de 37,6 milhões face a 2018, segundo os resultados da empresa comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo essa informação, o prejuízo reflecte o investimento em “renovação da frota, sendo os custos relacionados com o processo de transformação da frota de aproximadamente 55 milhões de euros”.

A empresa sublinha nas informações enviadas à CMVM uma recuperação do resultado líquido no segundo semestre do ano, atingindo 16,3 milhões de euros, o que representa um aumento de 36% quando comparado com o segundo semestre de 2018.

A TAP diz ainda que o investimento na frota e o decréscimo de receitas de passagens das rotas brasileiras no primeiro semestre de 2019 tiveram um impacto negativo no resultado líquido anual.

Na comunicação à CMVM, a TAP refere que no ano passado 30 aviões Airbus de última geração da família Neo entraram em operação, permitindo à empresa a expansão para 11 novos mercados, “dos quais se destacam o início das operações no Médio Oriente (Telavive), expansão nos EUA, com o contributo das novas rotas que começaram em Junho (São Francisco, Chicago e Washington) e novas rotas em África (Conacri e Banjul)”.

A companhia registou um total recorde de passageiros transportados em 2019 de 17,1 milhões, mais 8,2% que em 2018, e defende que a estratégia de diversificação aplicada foi “bem sucedida”, com o mercado norte-americano a representar já 14% das receitas de passagens, um aumento de três pontos percentuais face a 2018 e de 8 pontos em relação a 2015.

O total de receitas operacionais aumentou 121,5 milhões em 2019, para 3.298 milhões de euros, com as receitas de passagens a crescerem 131,6 milhões para 2.914 milhões de euros “em resultado do aumento das receitas operacionais” no segundo semestre de 2019.

As receitas de passagens das rotas da América do Norte e das rotas domésticas (continente e ilhas) aumentaram 33,4% e 13,2%, respetivamente, em comparação com o ano anterior.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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