TAP e SITAVA chegam a acordo de actualização salarial para cinco anos

13-06-2018 (17h20)

Foto: TAP
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O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) fechou um acordo de actualização salarial com a TAP para os próximos cinco anos, que prevê um aumento de 5% este ano e, pelo menos, 7% nos quatro anos seguintes.

Numa informação enviada hoje aos associados a que a Lusa teve acesso, a Direcção do SITAVA informa que o acordo, alcançado na segunda-feira, contempla, “além da tabela salarial, também todas as outras matérias de expressão pecuniária”, que entram em vigor no salário de Junho, com efeito retroactivo a 1 de Janeiro deste ano.

A actualização da tabela salarial estipula um aumento maior, de 5%, em 2018, 3% em 2019, 2% em 2020 e 1%, acrescido de inflação, em 2021 e 2022, lê-se na informação enviada aos associados.

“Para o ano de 2020, se a inflação for superior a 2%, a TAP garantirá que não haverá perda salarial, pagando esse diferencial", explicita a Direcção do sindicato que representa na sua maioria trabalhadores de terra da companhia de aviação que tem David Neeleman como accionista de referência.

Em Abril, quando foi conhecido o acordo salarial com os pilotos da TAP, o SITAVA acusou a TAP de desprezar trabalhadores de terra e exigiu aumentos de 5% (igual ao dos pilotos).

A actualização salarial dos pilotos, de acordo com a Lusa, prevê aumentos de 5% este ano e no próximo, de 3% em 2020 e de 1% em 2021 e 2022, mais a correcção da inflação estimada em 9,4%.

O acordo prevê ainda para os próximos cinco anos uma revisão das anuidades, subsídio de turnos, subsídio de refeição e subsídio de certificação.

De acordo com a nota, não houve alterações nas horas nocturnas nem nas férias. Além disso, acrescenta, “não haverá qualquer alteração” no pagamento dos três primeiros dias de baixa e ficou ainda definido um prémio de 450 euros atribuído a todos os trabalhadores de terra.

O Estado, através da Parpública detém 50% do Grupo TAP (TAP SGPS), o consórcio Atlantic Gateway, de Humberto Pedrosa e David Neeleman, detém 45%, e os restantes 5% são dos trabalhadores.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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