TAP é a 3ª maior em voos internacionais de/para o Brasil e a nº 1 nas ligações com a Europa

03-07-2017 (15h22)

Embora com menos tráfego que em 2015, a TAP manteve-se em 2016 a 3ª maior companhia em transporte aéreo internacional de/para o Brasil e a nº1 em ligações entre o ‘gigante' sul-americano e a Europa, concluiu o PressTUR a partir dos dados publicados pela Autoridade Aeronáutica brasileira, ANAC.

O Anuário do Transporte Aéreo em 2016 indica que a TAP teve uma quota de 7,9% do tráfego internacional de/para o Brasil em RPK (passageiros x quilómetros voados), aquém apenas dos 20,6% da LATAM Brasil (antiga TAM), líder brasileira em tráfego internacional e dos 8,2% da American Airlines, maior companhia aérea do mundo e líder em ligações entre o Brasil e os Estados Unidos.

Esta informação permite calcular que a TAP somou um pouco mais de dez mil milhões de RPK, com um decréscimo em 7,8% face ao ano de 2015, uma queda que, ainda assim, lhe permitiu ganhar quota em relação à American, que teve uma queda da procura nos seus voos de/para o Brasil em 18,7%.

A tendência do ano de 2016 foi, aliás de queda do tráfego em 3,56%, com a a brasileira GOL a ter o segundo decréscimo mais forte depois da American, em 13,2%, seguindo-se TAP e Air France, ambas com -7,8%, United com -2,6%, e Emirates, com 1,5%, segundo o Anuário, que apenas lista as companhias com maiores participações, entre as quais a Azul foi a que teve o crescimento mais forte, em 17,2%, enquanto a LATAM Brasil teve +0,2%.

Em número de passageiros, sem ponderação pelas distâncias voadas, a TAP foi 4ª em 2016, com uma quota de 6,7%, depois da LATAM com 24,5%, da GOL, com 9%, e da American, com 6,7%.

Esta avaliação, porém, não leva em conta que voar para a Europa não é a mesma coisa que voar para um dos países vizinhos, o que leva, aliás, que em número de passageiros, com 5,91 milhões em 2016, as ligações com a Europa tenham significado ‘apenas' 28,2% do tráfego internacional de/para o Brasil, com a TAP a ter uma quota de 6,7%, quando, introduzindo o factor distância, a TAP foi responsável por 7,9% da oferta em ASK (lugares x quilómetros voados) e 6,7% da procura em RPK (passageiros x quilómetros voados).

Cálculos do PressTUR a partir dos dados do Anuário evidenciaram que em número de passageiros a primeira origem/destino de voos internacionais no Brasil foi os Estados Unidos, apesar de uma queda em 17,4%, para 4,44 milhões.

Portugal surge na 4ª posição, a seguir aos ‘vizinhos' Argentina (3,43 milhões, +11,4% que em 2015) e Chile (1,5 milhões, +6,6%), com 1,47 milhões, -4,1% que em 2015.

Portugal foi assim a origem/destino de 24,9% dos passageiros que voaram entre o Brasil e a Europa em 2016, abaixo da quota de 2015 em 0,7 pontos, seguido por Espanha, que ganhou 0,9 pontos, para 17,1%, e assim ultrapassou França, que deve um decréscimo de 0,5 pontos, para 15,7%.

Seguem-se a Alemanha, com 14,5%, a subir 0,4 pontos, o Reino Unido, com 9,2%, a descer 0,8 pontos, Itália, com 8,9%, a subir 0,9 pontos, Holanda, com 6,4%, a baixar 0,2 pontos, e a Suíça, com 3,2%, a subir 0,5 pontos.

De acordo com o Anuário, os voos entre o Brasil e a Europa somaram 5,91 milhões de passageiros no ano passado, em queda de 1,2% ou 72,2 mil em relação a 2015, e Portugal liderou com 1,47 milhões (-4,1% ou menos 62,5 mil), seguido por Espanha, com 1,01 milhões (+4,1% ou mais 39,6 mil), França, com 927,8 mil (-4,4% ou menos 42,6 mil), Alemanha, com 857,9 mil (+1,7% ou mais 14 mil), Reino Unido, com 540,9 mil (-9,1% ou menos 54,4 mil), Itália, com 526,7 mil (+4,6% ou mais 23,1 mil), Holanda, com 381,1 mil (-4,5% ou menos 18 mil), e Suíça, com 188,8 mil (+17,7% ou mais 28,4 mil).

Por companhias, as únicas europeias com participações especificados no Anuário em número de passageiros são a TAP, com 6,7% (cerca de 1,41 milhões, -8,2% que em 2015), e Air France, com 3,3% (cerca de 684,7 mil, -8,5% ou menos cerca de 63,2 mil).

Dados de tráfego do Aeroporto de Lisboa a que o PressTUR teve acesso indicam que no ano passado teve 1,415 milhões de passageiros em voos de/para o Brasil, com uma queda em 4,7% relativamente a 2015.

Os dados do Aeroporto do Porto não especificam a origem/destino Brasil, reportando às ligações com a América do Sul, que praticamente se resumem aos voos de/para o Brasil, nos quais, segundo indica, teve 87,9 mil passageiros, com uma queda em 19,2% face a 2015.

 

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