Ryanair alega queda mais forte das tarifas para emitir profit warning

18-01-2019 (16h12)

Foto: Ryanair
Foto: Ryanair

A low cost Ryanair baixou em cerca de cem milhões de euros o intervalo da previsão de lucros do exercício 2017/2018, que termina em Março, apontando como causa uma queda dos preços dos voos mais forte do que antecipara.

O chamado profit warning da Ryanair explicita que a sua previsão actual é que o lucro líquido (depois de impostos) se situe entre mil milhões e 1,1 mil milhões de euros, quando anteriormente previra 1,1 mil milhões a 1,2 mil milhões.

A companhia até avança que está com um crescimento do tráfego mais forte do que antecipara anteriormente, apontando um aumento em 9% para 142 mil milhões de passageiros, mais um milhão do que previra inicialmente, bem como “forte” crescimento das vendas complementares (ancillaries) e até custos unitários mais baixos do que tinha previsto, deixando assim como única causa uma queda das tarifas em 7% na época de Inverno em curso, quando previra uma descida em 2%.

Ainda assim, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, insiste que a estratégia da companhia é “price passive/load factor active”, para indicar que não é a primeira a baixar preços e que só o faz quando a ocupação dos voos cai para níveis que afectam a rentabilidade.

Mas isso é o que fazem todo o tempo todas as companhias, que só baixam os preços se a isso forem obrigadas para não terem os voos com taxas de ocupação tão baixas que o prejuízo é certo.

Aliás O’Leary comenta mesmo que embora “desapontados” com terem que emitir um profit warning, que é uma espécie de ‘anúncio de desgraça’ para os mercados capitais, até considera estar perante um enquadramento “positivo no médio prazo”, pois ocorre num quadro de descida de preços “compensada” por crescimento mais forte do tráfego e até custos unitários mais favoráveis.

O quadro traçado pelo executivo é mesmo o de um momento positivo, garantindo que quando a companhia passa para os clientes “os benefícios” da situação “na forma de tarifas aéreas mais baixas”, é “bom para o tráfego da Ryanair, é bom o negócio no médio e longo prazos [e] é bom para o mercado”, pois leva ao afastamento de concorrentes, de que dá como exemplo o abandono de algumas bases pela Norwegian (para ler clique: Norwegian vai encerrar bases em Espanha, Itália e EUA).

Ainda assim, o profit warning termina com o aviso de que a Ryanair não pode descartar mais cortes de tarifas e/ou uma previsão para o ano “ligeiramente mais baixa” se ocorrerem “desenvolvimentos inesperados” relativamente ao Brexit ou em termos de segurança que “afectem negativamente os yields” até ao fim de Março.

 

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