Ryanair admite que é quase impossível duas pessoas viajarem juntas se não pagarem para escolher lugar

29-06-2017 (16h16)

Um porta-voz da Ryanair admitiu hoje que os clientes que não pagam para escolher lugar é “quase certo” que lhes será atribuído um dos lugares do meio da fila, uma queixa que está avolumar-se por parte de clientes da low cost que acusam de actuar dessa forma para ‘sacar’ mais uns euros.

O que está em causa é que quem não paga entre dois e 15 euros para escolher lugar, por um lado quase por certo ‘ficará entalado’ no meio da fila, como, também, além de que se pretender viajar acompanhado é quase seguramente impossível porque o sistema separa as pessoas, por vezes, como se queixava um passageiros, com “um avião de distância”.

A questão tem estado em efervescência nas redes sociais ao ponto de a BBC ter avançado para um BBC Watchdog sobre o tema, para o qual teve a colaboração da directora da Oxford University Statistical Consultancy, que perante um caso concreto de quatro reservas em que grupos de quatro passageiros foram todos colocados nos lugares do meio disse que a probabilidade disso acontecer ‘de forma limpa’ era de uma em 540 milhões, ou seja, um pouco pior que ganhar a lotaria, cuja probabilidade é de um em 45 milhões.

Face a este ‘engrossar’ das críticas, um porta-voz da Ryanair veio admitir o que já era óbvio, que não só quando os passageiros pagam para escolher escolhem maioritariamente janela ou coxia, como que o sistema da companhia guarda esses lugares para os que venham a pagar.

As hipóteses de passageiros que não pagam para escolher lugar ficarem separados “são extremamente altas porque muitos dos nossos clientes escolhem pagar para reservarem lugares e esses clientes esmagadoramente preferem janela ou coxia”, começou referir, concluindo que isso explica porque quem não paga e se sujeita à atribuição aleatória de lugar “quase por certo ficará num dos lugares do meio, enquanto nós guardamos os lugares à janela e na coxia para os que desejam pagar por eles”.

 

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  • Diogo

    É uma companhia execrável. No entanto, quase todas o são à sua maneira...

    29-06-2017 (17h54)


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