Reservas em GDS abrandam fortemente no terceiro trimestre, Amadeus

07-11-2018 (17h50)

Foto: Amadeus
Foto: Amadeus

Facturação da companhia sobe 5,5% e lucro operacional, 8,4%

As reservas de voos por agências de viagens através dos GDS (sistemas globais de distribuição) passaram de um crescimento médio em 4,3% no primeiro semestre para apenas 1,7% no terceiro trimestre, revelou hoje a Amadeus IT, que atribui o abrandamento, entre outros factores, ao impacto de "estratégia adoptadas por algumas companhias de aviação" na Europa Ocidental, sua maior região.

A informação mostra, aliás, que no seu caso, o número de reservas aéreas de agências de viagens que processou passaram de um crescimento médio em 3,4% no primeiro semestre para um aumento em apenas 0,4% no terceiro trimestre, com o qual o aumento médio nos primeiros nove meses do ano fica em 2,4%.

A penalizar a evolução no terceiro trimestre esteve, especialmente, uma queda do número de reservas na Europa Ocidental, que ainda assim representa 33,2% do seu total de reservas nos primeiros nove meses do ano), em 7,2%, para cerca de 45,2 milhões, a que acrescem quedas em 7,4% na região Europa Central, do Leste e do Sul e 3,1% na América Latina.

A compensar estiveram os aumentos em 8,7% na América do Norte, em 8,4% na Ásia e Pacífico e em 5,2% na região Médio Oriente e África, que são as regiões com mais peso no mercado global depois da Europa Ocidental.

Entre os factores apontados pelo Amadeus para a evolução no terceiro trimestre sobressai que a companhia considera que as quedas que teve na Europa Ocidental e na América Latina são o impacto de "uma queda de reservas do sector" e também reflecte impacto da perda de quota de mercado de algumas agências online de média dimensão que sofreram comercialmente.

Já na análise à evolução das reservas no conjunto dos primeiros nove meses do ano, em que indica um aumento em 2,4% ou cerca de 10,5 milhões, para 444,8 milhões, o Amadeus indica que na Europa Ocidental teve uma queda em 6,7% ou 10,6 milhões, para 147,6 milhões, que considera reflectir o impacto do decréscimo da indústria, que considera ter sido provocado pela falência de uma companhia que vendia via GDS (Air Berlin) e "pelas estratégias de distribuição adoptadas por algumas companhias na região".

Trata-se, ao que tudo indica, da primeira indicação do impacto para os GDS da adopção de estratégias penalizadoras da sua actividade por parte dos três grandes grupos aéreos europeus de companhias de rede - Lufthansa, Air France KLM e IAG - que todos eles passaram a ‘taxar' as reservas em GDS, no sentido de forçar as agências de viagens a utilizarem os seus canais de venda directa e/ou o NDC da IATA, que argumentam ser menos oneroso que os GDS.

O Amadeus indica que ainda assim, a sua actividade de GDS continuou a ser a sua principal fonte de receita, com 715,9 milhões de euros no terceiro trimestre, em alta de 3,1% e 2.279,3 milhões de euros de Janeiro a Setembro, em alta de 2,8%, representando 59,3% da facturação do terceiro trimestre e 61,9% do total do conjunto dos primeiros nove meses, mas apenas 33,9% do aumento de proveitos do terceiro trimestre e 38,1% do aumento nos nove meses de Janeiro a Setembro.

A informação do Amadeus indica adicionalmente que depois de um crescimento médio das reservas aéreas em 4,3% no primeiro semestre, o crescimento médio no terceiro trimestre, ficando em 3,5% no conjunto dos primeiros nove meses do ano.

Com um aumento em 2,4%, o Amadeus perde assim quota de mercado, baixando, segundo indica, de 43,6% do total de reservas aéreas de agências de viagens nos primeiros nove meses de 2017 para 43,4% este ano e de 43,6% das reservas no terceiro trimestre de 2017 para 43,1% no período homólogo deste ano.

Estes dados, por sua vez, permitem calcular que os GDS processaram mais de mil milhões de reservas nos primeiros nove meses deste ano, com um aumento médio em 3,5%, embora no terceiro trimestre o crescimento tenha abrandado para 1,7%, com cerca de 324 milhões de reservas processadas.

O balanço do Amadeus indica que apesar dessa evolução no mercado do processamento de reservas aéreas, a sua facturação global, incluindo nomeadamente o negócio da gestão de passageiros de companhias aéreas (Altéa) e aeroportos, cresceu 5,5% no terceiro trimestre, para 1.206,8 milhões de euros, e nos nove meses de Janeiro a Setembro tem um aumento médio em 4,6%, atingindo o montante de 3.683,8 milhões de euros.

Mais forte é o aumento da rentabilidade, com o resultado operacional a subir 8,4% no terceiro trimestre, para 364,3 milhões de euros, e o lucro líquido a aumentar 6%, para 261,2 milhões.

Nos nove meses de Janeiro a Setembro, o resultado operacional sobe 6,9%, para 1.153,9 milhões de euros, e o lucro líquido atinge 834,2 milhões, em alta de 7,5%.

 

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