Reino Unido reforça preponderância nos aeroportos portugueses

30-09-2019 (16h07)

Aeroporto de Lisboa
Aeroporto de Lisboa

Apesar das incertezas quanto ao Brexit e ao contrário dos prognósticos de consequências terríveis para o turismo português, o Reino Unido destaca-se como a origem/destino de passageiros europeia que mais cresce.

Dados de tráfego nos aeroportos portugueses geridos pela ANA/Vinci indicam que em Lisboa os voos de/para o Reino Unido registam até Agosto, inclusive, um aumento de passageiros em 18,5% ou 131 mil, no Porto o aumento é em 11,3% ou quase 75 mil, em Faro é em 7,4% ou 212,2 mil, no Funchal é em 1,1% ou 4,5 mil e em Ponta Delgada é em 12,5% ou 2,3 mil.

O Reino Unido é, assim, a origem/destino internacional com maior aumento de passageiros nos aeroportos de Lisboa e de Faro nos primeiros oito meses deste ano, no Porto é a 4ª, a seguir a Espanha, França e Itália, no Funchal é a terceira, a seguir a Dinamarca e República Checa e em Ponta Delgada é também a terceira, a seguir aos Estados Unidos e Cabo Verde.

Depois do Reino Unido, as origens/destinos que mais sobressaem pelos aumentos de passageiros são Espanha, Estados Unidos, Brasil e Irlanda.

No Aeroporto de Lisboa, os voos com maior aumento de passageiros a seguir aos dos Reino Unido foram os do Brasil, com aumento em 11,8% ou 148,8 mil, para 1,4 milhões, Espanha, com +6,8% ou mais 142,5 mil, para 2,244 milhões, Irlanda, com +68,8% ou mais 140 mil, para 343,5 mil, Estados Unidos, com +18,5% ou mais 131 mil, para 841,3 mil, França, com +4,4% ou mais 106,4 mil, para 2,52 milhões, mantendo-se, portanto, como a 1ª origem destino internacional.

A seguir, mas com aumentos já inferiores a cem mil passageiros, destacam-se os aumentos nas ligações com Itália, com +7,3% ou mais 83,1 mil, para 1,227 milhões, Cabo Verde, com +20,9% ou mais 57,8 mil, para 334,2 mil, e Emirados Árabes Unidos, com +17% ou mais 37 mil, para 255 mil.

As maiores quedas no período foram nos voos de/para a Polónia, com -10,9% ou menos 22,7 mil, para 186,1 mil, e de/para a Alemanha, com -1,1% ou menos 19,1 mil, para 1,76 milhões, enquanto os voos domésticos estão praticamente estagnados, com apenas +0,2% ou mais 5,5 mil passageiros, para 2,46 milhões.

Os voos de/para Espanha foram os que tiveram o maior aumento de passageiros no Aeroporto do Porto, com +33,5% ou mais 345,1, alcançando o recorde de 1,376 milhões, seguindo-se França, com +8,7% ou mais 148,4 mil, para 1,864 milhões, e Itália, com +23,7% ou mais 75,4 mil, para 393,6 mil.

A Holanda foi, entre as principais origens/destinos internacionais, a que teve a maior queda de passageiros, com -3% ou menos 9,1 mil, para 293,6 mil.

Igualmente em queda estiveram os voos domésticos, que tiveram um decréscimo de passageiros em 1,2% ou 16,1 mil, para 1,32 milhões.

Em Faro, depois das ligações com o Reino Unido, as que tiveram maiores aumentos de passageiros foram os voos de/para Itália, com mais 49,5 mil, para 67,1 mil, Áustria, com mais 20,4 mil, para 37,2 mil, e Suíça, com mais 19,9 mil, para 105,9 mil.

As quedas mais significativas neste aeroporto são as que ocorrem nas ligações com a Alemanha, sua segunda principal origem/destino, com -0,9% ou menos 6,1 mil, para 703,8 mil, e Holanda, 5ª principal, com -1,7% ou menos oito mil, para 463,6 mil.

A maior queda, porém, foi nos voos domésticos, com -5,2% ou menos 16,6 mil, para 301,2 mil.

Já na Madeira, a maior queda deu-se nos voos de/para França, com -15,1% ou menis 20,7 mil passageiros, para 116,4 mil, mantendo-se ainda assim como a 3ª principal origem/destino internacional, a seguir ao Reino Unido, com 421,7 mil passageiros (+1,1% ou mais 4,5 mil que no período homólogo de 2018), e Alemanha, com 278,8 mil (+0,8% ou mais 2,3 mil).

Já em Ponta Delgada, a primeira origem/destino internacional são os Estados Unidos, com 103,7 mil passageiros, registando um aumento em 7,4% ou 7,1 mil, seguidos pelo Canadá, com 55,8 mil, mas que regista uma queda em 6,3% ou 3,8 mil, e pela Alemanha, também em queda, com -9,6% ou menos 2,5 mil, para 23,6 mil.

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Aeroportos portugueses tiveram pela primeira vez mais de seis milhões de passageiros num mês

 

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