Pilotos da Ryanair baseados na Holanda também fazem greve amanhã

09-08-2018 (15h52)

Paralisação também têm a adesão de pilotos da Alemanha, Irlanda, Suécia e Bélgica

Os pilotos da Ryanair, maior companhia aérea europeia em número de passageiros, baseados na Holanda anunciaram que farão greve amanhã, sexta-feira, à semelhança dos seus congéneres sediados na Alemanha, que se associaram à greve de 24 horas impulsionada pelos seus colegas da Irlanda, Suécia e Bélgica.


“Na sexta-feira, 10 de Agosto de 2018, os pilotos holandeses da Ryanair não vão trabalhar”, afirma um comunicado do sindicato dos pilotos holandeses (VNV), que apelou para uma “melhor protecção dos direitos dos trabalhadores”.

Também os pilotos da companhia irlandesa com base na Alemanha já anunciaram a sua adesão à paralisação, que o sindicato alemão Vereinigung Cockpit especificou ser uma greve de 24 horas que abrange todos os pilotos contratados pela Ryanair na Alemanha.

O comunicado acrescenta que a paralisação é para pressionar a Administração da Ryanair a aumentar os salários e a melhorar as condições de trabalho.

A low cost comunicou entretanto que em consequência do que apelida de “greve desnecessária” não realizará 250 de 2.400 voos de/para a Alemanha, além de 146 cancelamentos previstos inicialmente para três países.

A transportadora acrescentou que os clientes afectados estão informados das alternativas que têm à sua disposição.

Na semana passada, a Ryanair informou sobre o cancelamento de 104 voos de/para a Bélgica, de uma operação prevista de mais de 2.400, enquanto na Suécia foram cancelados 22 voos de mais de 2.400 viagens agendadas.

A quinta paralisação dos pilotos irlandeses desde 12 de Julho deixará por realizar 20 de 300 voos planeados, afectando 3.500 passageiros, acrescentou a empresa.

Na semana passada, tripulantes de cabine de Itália, Portugal, Espanha e Bélgica estiveram em greve para reclamar, nomeadamente a aplicação das leis laborais nacionais e não da irlandesa.

No passado recente a Ryanair chegou a fazer propaganda como companhia fiável por que, segundo afirmava, não sujeitava os passageiros a atrasos e cancelamentos devidos a greves, como acontecia nas chamadas companhias tradicionais.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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Ryanair cancela quase 400 voos na sexta-feira devido a greves de pilotos

 

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