Neeleman anuncia “the World’s Nicest Airline”… que não é a TAP nem a Azul

10-02-2020 (14h54)

O accionista de referência da TAP David Neeleman confirmou publicamente o lançamento da sua mais nova companhia de aviação, baptizada Breeze Airways e que descreveu como “the World’s Nicest Airline”.

“Há 20 anos trouxemos a humanidade de volta à indústria da aviação com a JetBlue. Hoje, estamos encantados por divulgar os planos para a “the World’s Nicest Airline”, disse David Neeleman na apresentação da Breeze a jornalistas nos Estados Unidos.

Neeleman, que também é o fundador da Morris Air, da WestJet e da brasileira Azul, indicou que a companhia terá sede em Salt Lake City e prevê receber o seu primeiro avião, um Embraer E195, de 30 que receberá da Azul em Maio (para ler mais clique: Neeleman põe aviões ‘a voar’ entre companhias).

Os seus planos de frota passam também por uma encomenda de 60 Airbus A220-300, cuja entregas só deverão começar para o ano.

Neeleman explicou que antecipa forte procura em mercados pequenos que em grande medida foram abandonados pelas grandes companhias do país, que procuram concentrar o tráfego nos seus hubs, deixando as restantes cidades em ligações directas.

Neeleman considera que é uma oportunidade de mercado, que vai ‘agarrar’ com aviões E195, mais pequenos, a ligarem cidades mais pequenas e aviões maiores, os Airbus, a fazerem os vos entre cidades de maiores dimensões.

A imprensa norte-americana cita a esse propósito uma análise da Delta Airport Consultants, segundo a qual 81% do tráfego doméstico nos EUA foi gerado pelos dois mil pares de cidades principais, sensivelmente como em 2000, mas houve uma progressão nessas duas décadas de 76% para 94% dos passageiros que têm que fazer conexão num ponto intermédio.

A companhia de Neeleman defende que o A220 é o avião ideal para esses voos directos entre cidades de média dimensão que vai tentar afirmar como o seu principal mercado.

Segundo a imprensa, Neeleman reconheceu que os aviões menores têm um custo por lugar maior que os aviões maiores da concorrência, mas mais facilmente atingem taxas de ocupação superiores, o que lhes garante receitas unitárias maiores.

Adicionalmente, acrescentou, vislumbra a oportunidade de charters em algumas dessas rotas.

 

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