NAV e ANA estudam localização de nova torre de controlo no Aeroporto de Lisboa

14-03-2018 (17h18)

A localização de uma nova torre de controlo no Aeroporto de Lisboa está a ser estudada pela NAV e pela ANA, afirmou hoje o presidente da NAV, Jorge Ponce de Leão, indicando tratar-se de um investimento “absolutamente necessário”.

“Vamos ter uma nova torre [de controlo] em Lisboa. Não é algo emergente, mas é algo absolutamente necessário, até para não condicionar uma implementação fácil do sistema [de controlo do espaço aéreo] logo que esteja disponível”, garantiu Jorge Ponce de Leão, depois da assinatura de um protocolo para a entrada da NAV no consórcio Coopans, que inclui a compra de um novo sistema de controlo.

“No preciso momento em que estiver disponível para implementação o sistema ‘in shadow’ [uso do actual e do novo sistema de controlo de tráfego aéreo em simultâneo] devemos ter a nova torre a funcionar, estamos a tratar com a ANA exactamente a sua localização”, explicou.

A torre que existe actualmente é “bastante exígua” e não é possível “duplicar as posições” quando estiverem em funcionamento os dois sistemas, afirmou Ponce de Leão.

Quanto a datas para o funcionamento da nova torre de controlo no Aeroporto de Lisboa, o dirigente avançou que “no limite para o Montijo [base aérea militar que se converterá em aeroporto complementar de Lisboa] tudo tem que estar operacional”, sublinhando porém que o novo sistema estará a funcionar “bastante mais cedo”.

Ponce Leão afirmou que a NAV irá trabalhar com os dois sistemas “simultaneamente durante um período bastante longo”.

A estimativa do valor da aquisição do novo sistema apontava para um valor na “ordem dos 40 milhões de euros”, mas “ficará abaixo disso”, acrescentou o presidente da NAV, indicando que “não ficará muito abaixo, porque também não há milagres”.

A aquisição inclui “sistemas de software, de hardware e a substituição dos sistemas de operação de torre”, pelo que a NAV não terá apenas o “sistema de controlo de tráfego aéreo em rota, mas também de aproximação e a gestão do tráfego pelas torres dos aeroportos”.

Presente na cerimónia de assinatura de adesão, o ministro do Planeamento e das Infraestuturas, Pedro Marques, salientou a “importância de andar depressa” e a “urgência” de implementação de soluções para aumentar a capacidade do espaço aéreo de Lisboa para 70 a 72 movimentos hora.

“Se não formos suficientemente ágeis” em termos de capacidade de infraestuturas, o país corre o risco de ver passageiros migrarem para outros destinos, acrescentou.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

Ver também:

NAV oficializa evolução para novo sistema de gestão do espaço aéreo

 

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