Montijo pode receber voos civis em 2022, “se”..., director do Aeroporto de Lisboa

13-06-2018 (15h33)

O director do aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, João Nunes, afirmou hoje que o aeroporto complementar do Montijo poderá receber voos civis em 2022, “se houver, dentro do horizonte temporal estabelecido, uma decisão favorável”.

“Acreditamos que há todas as condições, neste momento, para que se houver, dentro do horizonte temporal estabelecido, uma decisão favorável, estamos preparados para que tenhamos operações civis no Montijo já em 2022”, afirmou o executivo, indicando que deverá haver uma posição final no segundo semestre.

João Nunes garantiu que a responsabilidade da ANA, gestora dos aeroportos, está cumprida em termos de apresentação de projectos necessários.

“Havia algumas matérias pendentes, que tinham a ver com estudos ambientais, que também já estão entregues. Nós consideramos que estão reunidas todas as condições e o Governo terá todos os elementos necessários à tomada de decisão, que é importante que ela seja tomada efectivamente, rapidamente”, considerou.

As respostas aos jornalistas foram dadas depois da apresentação da nova área de 'check-in' do aeroporto de Lisboa, composta por quiosques e balcões de utilização automática em formato de ‘self-service’, num investimento de 11 milhões de euros.

Esta nova área surge quando o Aeroporto de Lisboa, mais do que duplicou em termos de número de passageiros processados, que subiram de 13 milhões em 2008 para 26,7 milhões em 2017.

O director do Aeroporto de Lisboa realçou ainda que em 2017 a infra-estrutura teve o maior aumento de passageiros de sempre, com mais 4,2 milhões, e destacou que Lisboa entrou, assim, na “liga dos campeões dos aeroportos” e está a competir em “tudo que é bom e naquilo que são grandes desafios”, referindo-se ao facto de o Humberto Delgado ter passado a ser classificado no Grupo 1 pelo Airports Council International (ACI) Europa, que engloba os mais aeroportos da Europa, com mais de 25 milhões de passageiros por ano.

O executivo classificou esse crescimento como “tão abrupto e súbito”, ignorando que há mais de uma década que está em cima da mesa a necessidade de Lisboa ter mais capacidade aeroportuária, e descreveu a situação actual como perto do “limite da sua capacidade”, depois que em 2017 foram ultrapassadas todas as condições impostas para a “formulação para uma proposta de expansão para o aeroporto de Lisboa”.

João Nunes avançou que relativamente às questões de capacidade e organização do espaço aéreo na zona de Lisboa foram desenvolvidos planos e “compromissos militares, alguns deles que ainda estarão em formalização final”, que irão permitir passar dos actuais 40 movimentos por hora para 46 a 48.

O Montijo poderá registar 24 movimentos por hora e assim poderá haver uma espécie de “aeroporto com duas pistas separadas, no meio, por um rio”, já que a “pista no Montijo, se esta solução avançar, é praticamente paralela à de Lisboa”.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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