Ministro do Planeamento elogia trajectória de evolução da TAP

17-04-2018 (12h51)

O ministro do Planeamento e Infra-estruturas, Pedro Marques, que conduziu a renegociação pelo Governo do modelo de privatização da TAP, assegurando 50% para o Estado, elogiou os resultados da companhia aérea, apesar de ainda não aprovados em assembleia geral.

Dão “confiança no futuro” da transportadora aérea e na própria economia do país, disse, referindo-se aos dados divulgados ontem pelo “Jornal de Negócios” e sobre os quais a própria TAP escusou pronunciar-se antes da assembleia de accionistas marcada 9 de Maio.

“A sua estabilização financeira e o regresso a resultados positivos é um bom sinal para os portugueses porque nos dá confiança no futuro da TAP e, ao fim ao cabo, confiança na nossa economia”, disse Pedro Marques, citado pela Agência Lusa.

O “Jornal Negócios” noticiou ontem que o negócio da aviação permitiu à TAP SGPS atingir lucros de 21,2 milhões de euros em 2017, depois de ter registado prejuízos de 27,7 milhões de euros em 2016.

A mesma notícia diz que o transporte aéreo, teve no ano passado, ainda o seu CEO era Fernando Pinto, 100 milhões de euros de lucro, depois de no ano anterior ter conseguido 33,5 milhões de euros.

Uma notícia da Lusa refere que o ministro Pedro Marques, que ontem participou numa reunião com o primeiro-ministro e os presidentes dos governos regionais dos Açores e da Madeira acerca das prioridades para as Regiões Autónomas nas negociações do próximo quadro comunitário de apoio, notou a forma positiva como se olha para a estabilização da empresa.

“Foi esse o propósito da acção deste Governo. Consideramos que a manutenção de uma posição do Estado como maior accionista dava-lhe alcance estratégico, dava estabilidade estratégica e permitiria que uma gestão executiva por parte dos accionistas privados pudesse cumprir esse plano estratégico”, disse.

O governante reportava-se à reversão da privatização, que resultou em 50% do capital para o Estado, através da Parpública, 45% para o consórcio Atlantic Gateway e 5% para os trabalhadores.

Pedro Marques considerou ainda “saudável” a relação com os accionistas, assim como considerou que o “bom trabalho” da anterior equipa e da actual “tem sido muito positiva e os resultados estão aí para demonstrar”.

A transportadora continua a ter desafios, acrescentou ainda o ministro, que considerou o maior desses “cumprir o papel como grande transportadora portuguesa, como grande agente do desenvolvimento do Turismo em Portugal”, mas também das exportações e da actividade internacional da economia portuguesa.

(PressTUR com Agência Lusa)

 

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