Lufthansa ‘congela’ expansão da Eurowings

30-04-2019 (16h13)

Imagem: Eurowings
Imagem: Eurowings

A Eurowings, que era a primeira aposta para a expansão do grupo Lufthansa, vai ter aumento de capacidade zero este ano, indica a previsão avançada hoje pelo grupo, que anteriormente previra um aumento em 2%.

Além dessa revisão em baixa relativamente à Eurowings, o grupo indicou um agravamento superior do custo do combustível, que agora espera suba 600 milhões, quando anteriormente antecipava um aumento de 550 milhões.

O grupo Lufthansa confirmou hoje que no primeiro trimestre teve um prejuízo operacional de 349 milhões de euros, quando no período homólogo de 2018 tivera um lucro de 49 milhões.

Para essa evolução contribuiu o agravamento em 17% dos custos com combustíveis, que ascenderam a 1.423 milhões de euros, bem como de outros custos, incluindo pessoal, com +7%, para 2.241 milhões, bem como uma degradação da receita de tráfego, que aumentou apenas 1%, para 5.857 milhões de euros, embora o tráfego em RPK (passageiros x quilómetros voados) tenha aumentado 6%.

Em causa esteve uma queda significativa do Yield (preço médio por quilómetro voado), que, com uma descida em 5,7%, penalizou a receita de tráfego em 332 milhões de euros, compensados pelo crescimento do tráfego em 5%, que significou um aumento de 294 milhões, e um ‘ganho’ de 110 milhões com ganhos cambiais.

Os dados divulgados pelo grupo indicam que a quebra do yield (3% em termos reais e 5% a câmbios constantes) levou a uma quebra da receita unitária (por lugar voado um quilómetro) em 3,2% (-5,2% a câmbios constantes).

A informação mostra também que a tendência de queda do yield foi quase generalizada, verificando-se apenas a excepção de um aumento na região Ásia & Pacífico (+3,6% a câmbios correntes e +1,9% a câmbios constantes).

A região Ásia & Pacífico, porém, representa apenas 20% da receita de tráfego do grupo Lufthansa, que tem a Europa e as ‘Américas’ como principais fontes de receita, representando respectivamente 39% e 32%.

Ora, para a Europa o grupo indica uma queda do yield em 5,3% (-6,5% a câmbios constantes) e para as ‘Américas’ indica uma quebra em 2,9%, com -6,1% a câmbios constantes, explicitando que neste caso a quebra decorre de quebras em 1,9% na América do Norte e de 18,7% na América do Sul, que é a principal origem de receitas de tráfego da TAP.

Adicionalmente, o relatório indica uma quebra do yield em 4% (-6% a câmbios constantes) na região Médio Oriente e África, que representa 9% das receitas de tráfego.

Apesar deste balanço, que seguramente sofre a influência da ‘falta’ da Páscoa no primeiro trimestre, o grupo Lufthansa indicou que continua a prever um aumento da receita em um dígito e uma margem operacional ajustada de não recorrentes de 6,5% a 8%.

 

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