LATAM tem forte queda de ocupação nos voos internacionais em Agosto

10-09-2018 (17h41)

Foto: LATAM
Foto: LATAM

O grupo LATAM, cuja subsidiária brasileira começou a voar entre São Paulo e Lisboa no passado dia 3, teve em Agosto uma quebra significativa da taxa média de ocupação dos seus voos de longo curso, que baixou de 87,2% em 2017 para 82,7% este ano.

Os dados publicados pelo grupo mostram que a queda de ocupação não se deveu a quebra de tráfego, que até cresceu, só que apenas 3,6% face a um aumento de capacidade em 9,3%.

Além de ter assim uma quebra da taxa de ocupação de 4,6 pontos nos voos internacionais, o grupo, constituído pela integração da brasileira TAM na chilena LAN, teve também um decréscimo de ocupação nos voos domésticos no Brasil, em 1,5 pontos, para 80%.

Neste caso a quebra deu-se por crescimento nulo do tráfego face a um aumento de capacidade em 1,9%.

O único sector em que o grupo teve melhor taxa de ocupação este Agosto foi assim o dos voos domésticos nos seus mercados de língua espanhola, que são o Chile, o Peru, a Argentina, o Equador e a Colômbia, nos quais o tráfego cresceu 4% face a um aumento de capacidade em 3,7%, levando a uma melhoria da taxa média de ocupação em 0,2 pontos, para 80,7%.

Em número de passageiros, o grupo indicou que as suas companhias tiveram 5,97 milhões este Agosto, +2,5% ou mais 144 mil que há um ano, com +5% ou mais 102 mil nos voos domésticos nos mercados de língua espanhola operados pela LAN, que somaram 2,145 milhões, +0,5% ou mais 12 mil em voos domésticos no Brasil operados pela TAM, que somaram 2,42 milhões, e +2,1% ou mais 29 mil em voos internacionais da TAM e da LAN, que somaram 1,4 milhões.

No conjunto dos primeiros oito meses deste ano, segundo a mesma informação, LAN e TAM somam 44,928 milhões de passageiros, com um aumento em 2,3% ou 1,01 milhões face ao período homólogo de 2017.

Em voos domésticos nos mercados de língua espanhola soma 15,37 milhões (+4,4% ou mais 651 mil), em voos domésticos no Brasil está com 18,575 milhões (+0,5% ou mais 96 mil) e em voos internacionais soma 10,98 milhões (+2,5% ou mais 266 milhões).

Ainda assim, com um crescimento médio do tráfego em RPK de 2,5% face a um aumento médio de capacidade em ASK de 4,1%, o grupo tem uma queda da taxa média de ocupação de 1,2 pontos, para 83,3%, centrada nos sectores doméstico no Brasil (-1,3 pontos, para 80,4%) e internacional (-1,9 pontos, para 85,1%).

 

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